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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A chegada

Por: Max Lucado

O barulho e o movimento começaram mais cedo do que de costume na cidade. Quando a noite deu lugar à madrugada, já havia gente nas ruas. Os vendedores se colocavam nas esquinas das avenidas mais trafegadas. Os lojistas abriam as portas de suas lojas. As crianças acordavam com o latido alvoroçado dos cães vadios e das queixas dos jumentos que puxavam as carroças.

O dono da hospedaria levantara mais cedo do que a maioria dos habitantes da cidade. Afinal de contas, a hospedaria estava cheia, com todas as camas ocupadas. Todo tapete ou esteira disponível tinha sido usado. Logo todos os fregueses começariam a levantar e haveria muito trabalho a fazer.

Nossa imaginação se inflama pensando na conversa do estalajadeiro com sua família à mesa do café. Alguém mencionou a chegada do casal jovem na noite anterior? Alguém cuidou deles? Alguém comentou a gravidez da moça no jumento? Talvez. Talvez alguém falou no assunto. Mas, na melhor das hipóteses, ele foi levantado e não discutido. Não havia tanta novidade assim sobre eles. Tratava-se possivelmente de uma das várias famílias que não pudera ser recebida naquela noite.

Além disso, quem tinha tempo para falar sobre eles quando havia tanta excitação no ar? César Augusto fez um favor à economia de Belém quando decretou que houvesse um recenseamento. Quem podia lembrar-se de uma época em que se fizesse tanto comércio na cidade?

Não, é duvidoso que alguém tivesse mencionado a chegada do casal ou atentasse na condição da moça. Todos estavam ocupados demais. O dia já raiara. O pão diário precisava ser feito. As tarefas da manhã tinham de ser feitas. Havia tanto para fazer que ninguém tinha tempo para ficar imaginando que o impossível acontecera.

Deus entrara no mundo como um bebê. Mas se alguém entrasse no curral de ovelhas na periferia de Belém naquela manhã, que cena peculiar contemplaria. O estábulo cheira como todos fazem. O mau cheiro provocado pela urina, excremento e ovelhas paira forte no ar. O chão é duro, o feno escasso. Teias de aranha pendem do teto e um ratinho atravessa correndo o chão sujo. Não podia haver um lugar menos adequado a um nascimento.

De um lado se encontra um grupo de pastores. Eles estão sentados silenciosamente no solo, talvez perplexos, talvez reverentes, mas sem dúvida extasiados. Sua vigília noturna fora interrompida por uma explosão de luz dos céus e uma sinfonia de anjos. Deus vai até aqueles que têm tempo para ouvi-lo — e assim, naquela noite sem nuvens, ele fora até os simples pastores.

Junto à jovem mãe se assenta o pai cansado. Se alguém está cochilando, esse é ele. Não consegue lembrar-se da última vez em que pôde sentar-se. E agora que a excitação diminuiu um pouco, agora que Maria e o bebê estão confortáveis, ele se apóia na parede do estábulo e sente seus olhos se fecharem. Ele ainda não entendeu tudo. O mistério do evento o intriga. Mas não tem no momento energia para lutar com as perguntas. O importante é que a criança está bem e Maria a salvo. A medida que o sono vem, ele lembra do nome que o anjo lhe dissera para usar... Jesus. "Nós o chamaremos Jesus."

Maria está bem desperta. Como parece jovem! Sua cabeça repousa sobre o couro macio da sela de José. A dor foi embora como por encanto. Ela olha para o rostinho da criança. Seu filho. Seu Senhor. Sua Majestade. Neste ponto da história, o ser humano que melhor compreende quem é Deus e o que ele está fazendo é uma adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela não pode tirar os olhos dele. De alguma forma Maria sabe que está carregando Deus nos braços. Esse é então ele. Ela lembra as palavras do anjo. "O seu reinado não terá fim."

Ele parece qualquer coisa menos um rei. Seu rosto é avermelhado, lembrando uma ameixa seca. Seu choro, embora forte e saudável, continua sendo ainda o de um bebê indefeso, lancinante e agudo. Ele depende absolutamente de Maria para seu bem-estar.

Majestade em meio ao mundanismo. Santidade misturada à imundície do excremento e suor das ovelhas. A divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, através do útero de uma adolescente e na presença de um carpinteiro.

Ela toca a face do Deus-menino. Como foi longa a sua jornada! Esta criança superara o universo. Os trapos que o aquecem eram os mantos da eternidade. A sala dourada de seu trono fora esquecida em favor de um curral de ovelhas imundo. E os anjos adoradores foram substituídos por pastores bondosos mas perplexos.

Enquanto isso a cidade fervilha. Os mercadores não sabem que Deus visitou o seu planeta. O estalajadeiro jamais creria que enviara Deus para o frio lá fora. E o povo zombaria de quem quer que dissesse que o Messias jaz nos braços de uma jovenzinha na periferia de sua cidade. Eles estavam todos ocupados demais para sequer considerar essa possibilidade.

Os que não assistiram à chegada de Sua Majestade naquela noite, não perderam a oportunidade por causa de atos perversos ou malícia; de modo algum, eles a perderam simplesmente porque não estavam olhando.

Pouco mudou nesses últimos dois mil anos, não é?

Fonte: http://www.hermeneutica.com/max/

Palavras de esperança e fé

Leia 1 Pedro 3.13-22 e reflita.

"Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. “Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados.” Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." (1 Pedro 3.14-15)

As palavras mais importantes que podemos proferir são aquelas que explicam nossa fé a quem nos procura ou está disposto a ouvir-nos. Precisamos ser capazes de justificar a esperança que há em nós. Devemos orar para que Deus nos conceda ousadia suficiente para expressar nossa fé com clareza.

Precisamos pedir que ele nos ajude a tornar claro aos outros por que chamamos Jesus de nosso Messias, por que não podemos viver sem o Espírito e por que escolhemos seguir o caminho de Deus.

Se o amor de Deus e o testemunho de sua bondade e esperança não estiverem em nosso coração, não sairão de nossa boca. Como consequência, perderemos a oportunidade de compartilhar a maior das dádivas.

Suas palavras têm a capacidade de levar vida e esperança às pessoas a seu redor em todas as situações. Peça ao Senhor que ajude a falar de modo edificante, e não destrutivo.

Que ele renova em você, a cada dia, a plenitude do Espírito Santo para que o amor e a bondade do Pai celestial transbordem de seu coração, revelando-se nas palavras que você pronuncia.

ORAÇÃO:

Senhor Deus, dá-me palavras para expressar a esperança que há dentro de mim, a fim de que eu possa expor minha fé de modo atrativo. Que minhas palavras levem esperança e conduzam outros a um conhecimento mais pleno de ti.

Fonte: "Devocional: Bom Dia! Leituras diárias com Stormie Omartian" - Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Esperança

Por: Rubem Amorese

O nascimento de Jesus concretizou e realizou a antiga esperança de Israel de que Deus visitaria seu povo, que se manifestaria como Emanuel. E que, por essa causa, novamente se afirmaria entre eles: “o teu Deus reina”. Por isso, com o Advento  já não se espera mais; a promessa foi, finalmente, cumprida. Proponho uma imagem para a esperança. A imagem de uma pérola aninhada em uma ostra. Ela foi, inicialmente, um doloroso cisco, a machucar, interiormente, a ostra. Com o tempo, entretanto, o molusco envolveu o corpo estranho e o transformou nesse objeto precioso.

O apóstolo Paulo nos diz, em 1Co 13, que quando todas as virtudes passarem, apenas três sobreviverão: a fé, a esperança e o amor. Pensemos na fé e no amor como as cascas duras da concha, que proporcionam o ambiente em que a pérola da esperança vai crescer.

A carapaça da fé é essencial para a esperança. Sem fé teríamos, na melhor das hipóteses, um crédulo otimismo ou pensamentos positivos. Mas a fé é fundamento para a esperança porque vê além do alcance. A fé permite que a esperança penetre em regiões celestiais, que invada dimensões do impossível, do jamais realizado, do impensável.

A fé na Palavra de Deus se apropria de promessas; confia em exemplos antigos; orienta-se por sabedoria aprovada. A fé dá passos no escuro e realiza no coração o que ainda não é. E assim, com tais mecanismos de certeza, transforma-se em nutriente e proteção para a esperança.

Nada mais seguro e aconchegante, por outro lado, que o amor incondicional do Pai, revelado no advento. Nada mais significante que a declaração de que somos seus filhos amados; de que ele está disposto a mover céu e terra por nós. É por isso que Paulo nos ensina que podemos nos alegrar nas próprias tribulações, porque elas terminam por nos infundir uma esperança que não nos decepcionará, uma vez que o amor de Deus é derramado em nossos corações (Rm 5:5). É como se o Apostolo dissesse, em harmonia com outros autores sagrados que, seguros nos braços de Deus, enfrentaremos as provações com esperança.

Porque o segredo da pérola não está no livramento, que a enfraqueceria, mas na certeza da Presença, que a fortalece.

E o que antes fora dor de crescimento, agora, em ambiente apropriado, manifesta-se como bem precioso. O que fora cisco incômodo e incompreensível, agora é orgulhosa realização; o que nasceu como corpo estranho, agora integra uma trindade de virtudes teologais, a dar lastro à nossa vida cristã.

Fonte: Ultimato

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cristo, Adão e Israel

Por: Mark Dever

Uma das principais lições que o antigo Israel nos ensina é que seres humanos caídos, entregues a si mesmos, não podem refletir a imagem de Deus — embora tivessem as vantagens da lei, da terra e da presença de Deus. Como deveríamos, todos nós, ser humilhados pela história de Israel! Somente Deus pode refletir a sua própria imagem, e somente Ele pode nos salvar do pecado e da morte.

Por isso, Ele enviou seu Filho para nascer “em semelhança de homens” (Fp 2.7). Esse Filho amado, em quem o Pai teve prazer, submeteu-se completamente ao governo ou ao reino de Deus. Ele fez o que Adão não fez — resistiu à tentação de Satanás. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4), disse Jesus ao tentador, quando jejuava no deserto.

Jesus fez também o que Israel não fez. Ele viveu totalmente de acordo com a vontade e a lei do Pai: “Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou” (Jo 8.28; ver também Jo 6.38; 12.49). Esse Filho que vivenciou plenamente a imagem de seu Pai podia dizer ao discípulo Filipe: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).

Tal Pai, tal Filho.

Olhando para trás, os autores das cartas do Novo Testamento se referiram a Ele como “a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15) e o “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3). Na qualidade de último Adão e o novo Israel, Jesus Cristo redimiu a imagem de Deus no homem.

E Cristo não somente refletiu a gloriosa santidade de Deus, por meio da obediência à lei, mas também demonstrou a gloriosa misericórdia e amor de Deus, ao morrer na cruz em favor dos pecadores, sofrendo a penalidade da culpa que eles mereciam (Jô 17.1-3).

Este sacrifício substitutivo de Cristo era algo para o qual o Antigo Testamento apontou durante toda sua história. Pense nos animais que foram mortos para cobrir a nudez de Adão e Eva, depois de haverem pecado. Pense na maneira como Deus providenciou um carneiro nos arbustos para Abraão e Isaque, salvando assim Isaque. Pense em José, o filho que foi sacrificado e mandado embora por seus irmãos, de modo que um dia se tornasse mediador para a nação. Pense nas pessoas de Israel passando o sangue de um cordeiro nas portas de suas casas, a fim de pouparem os filhos da morte.

Pense nas famílias israelitas que traziam suas ofertas ao átrio do templo, colocavam as mãos sobre a cabeça do animal e cortavam sua garganta — “O sangue derramado do animal é meu”. Pense no sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos, uma vez por ano, para oferecer um sacrifício de expiação por todo o povo. Pense na promessa do profeta Isaías: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).

Tudo isso e muito mais apontava para Jesus, que foi à cruz como o cordeiro sacrificial de Deus. Conforme Jesus disse aos seus discípulos, no cenáculo, Ele foi à cruz para estabelecer uma “nova aliança” no seu sangue [Mt 26.28; Mc 14.24; Lc 22.20; 1Co 11.25], em favor de todos os que se arrependeriam e creriam.

Extraído da obra de Mark Dever, “O que é uma Igreja saudável?” (p.39) – Editora Fiel.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Perguntas que equilibram as emoções

Por: Ricardo Barbosa de Sousa

Vivemos um tempo em que é muito fácil perder o equilíbrio emocional e espiritual. Uma dificuldade que muitos cristãos enfrentam é aceitar a realidade e responder a ela apropriadamente. Nossas reações emocionais emergem da forma como pensamos sobre a vida e os acontecimentos. Não são as realidades externas que nos perturbam, mas o julgamento que fazemos sobre elas. Sobretudo, a forma como cremos que Deus participa delas.

O apóstolo Paulo, em carta aos cristãos que viviam na capital do Império Romano, faz quatro perguntas retóricas que nos ajudam a construir uma estrutura espiritual capaz de produzir em nós sentimentos e atitudes verdadeiros diante das diferentes situações e experiências.

Primeira pergunta: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Sabemos que existem muitas coisas “contra nós”. Existem acidentes, doenças, mortes. Existem crises econômicas e políticas. Existem fofocas, mentiras, calúnias, traições. Paulo não está afirmando que nada disso vai acontecer conosco. Acontecem com todos os santos. Podemos sofrer as frustrações de um divórcio, a angústia da demissão ou a desilusão em relação aos amigos. Tudo isto atua “contra nós”. Porém, a pergunta de Paulo é: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

Como reagimos emocionalmente a estas situações? Fugindo? Vitimando-nos? Responsabilizando os outros? Duvidando de Deus? A verdade que compõe a estrutura espiritual de Paulo é que Deus é por nós. O Deus Criador de todas as coisas, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, é por nós. Paulo estava seguro desta verdade, e tal convicção moldava seu pensamento e, conseqüentemente, seus sentimentos e emoções.

Segunda pergunta: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”. A ansiedade é um dos grandes males do nosso tempo. Porém, quando achamos que estamos perdendo alguma coisa, Paulo nos convida a perguntar: Se na cruz Deus nos deu o melhor, por que o medo de perder algo? Confiamos que ele nos dará tudo de que precisamos? A verdade que sustenta a vida de Paulo é: o Deus que nos deu o que tinha de mais precioso não deixará de nos dar nada que nos seja necessário.

Como reagimos emocionalmente ao sentimento de que algo está faltando? Davi responde: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”. Como Paulo, ele confiava no Deus que ama e supre cada uma de nossas necessidades.

Terceira pergunta: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?”. Somos constantemente afligidos por sentimentos de culpa. Para Paulo, se Cristo nos justifica, quem pode nos condenar? O veredicto que ele apresenta não é baseado no que temos feito, mas no que Cristo fez. As pessoas podem nos acusar, cobrar ou condenar, mas isto pode mudar alguma coisa? O único que de fato pode nos acusar é o mesmo que nos justifica.

O nosso maior problema não são os outros, somos nós. Uma grande liberdade emocional nasce do simples fato de nos fazer esta pergunta: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?”.

Quarta pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo?”. Aqui Paulo fala de situações que podem nos fazer sentir que Deus se esqueceu de nós. Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada -- situações que ele viveu. São experiências com grande potencial de nos fazer sentir abandonados. De onde vêm estes sentimentos? Destes eventos ou do que pensamos sobre eles? Podem estas circunstâncias nos separar do amor de Cristo? Para Paulo, não.

Nossas respostas aos fatos não são determinadas por eles, mas pelo julgamento que fazemos deles. Se julgarmos que uma provação tem o poder de nos afastar do amor de Deus, certamente nos afastará. Se julgarmos que alguém pode levantar uma acusação contra nós e nos fazer sentir culpados, certamente isto acontecerá. Fazer tais perguntas não muda as circunstâncias, mas muda a forma como as vemos ou julgamos. Ao fazê-las, adquirimos uma perspectiva correta e amadurecemos nossos sentimentos.

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. Fonte: Ultimato, edição 322.

domingo, 10 de novembro de 2013

As testemunhas de Jesus no tempo e no espaço

De ontem até hoje, do marco zero aos confins da terra...

João Batista
Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou. [Jesus] é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jo 1.15, 17, 18, 29).

João
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (Jo 1.1, 3, 14).

Pedro
Abaixo do céu não existe nenhum outro nome [além do nome de Jesus] pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12).

Paulo
[Jesus] é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas (Cl 1.15, NTLH).

Lutero (1483-1546)
Fora de Cristo todo o mundo se encontra em pecado, condenação e maldição, juntamente com toda a sua obra e todo o seu saber. O propósito de Jesus é levar o pecador deste mundo para a vida eterna.

Calvino (1509-1564)
A tarefa da igreja visível é tornar visível ao mundo o reino invisível de Cristo.

A. G. Simonton (1833-1867)
Jesus realmente pagou o preço de nossa redenção. Este fato é de toda importância, pois é a base sobre a qual assenta o edifício da fé.

C. S. Lewis (1898-1963)
Jesus é uma pessoa real, aqui e agora. Não se trata apenas de um homem bom que morreu há dois mil anos. Trata-se de um homem vivo, que é igualzinho a você e a mim, e que, ao mesmo tempo, continua sendo tão Deus quanto era quando criou o mundo. Ou Jesus era e é o Filho de Deus ou então era um louco ou algo pior.

John Stott (1921-2011)
O sacerdócio de Jesus é permanente porque sua eficácia é eterna. Depois de ter concluído seu sacerdócio na cruz pelos nossos pecados, ele se assentou à direita do Pai -- sua obra redentora tinha sido consumada. A certeza do perdão vem do descanso e da alegria pela obra consumada por Cristo na cruz.

J. I. Packer (1926-)
Quando se tornou carne, Jesus não deixou de ser Deus; não era menos Deus agora do que antes. Não era Deus “menos” alguns elementos da deidade, mas sim Deus e “mais” tudo aquilo que acrescentou a si mesmo ao se tornar humano.

N. T. Wright (1948-)
O que Jesus conquistou com sua morte e ressurreição é a base, o modelo e a garantia do propósito final de Deus: livrar o mundo completamente do mal e estabelecer sua nova criação de justiça, beleza e paz. E desde o início fica claro que não se trata apenas de um alvo distante, que se deve aguardar em expectativa passiva. Em Jesus, o futuro de Deus penetrou no presente, e a tarefa da Igreja é implementar essa conquista e assim antecipar esse futuro.

Fonte: Ultimato, edição 322.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

[Diário de Missões] Relatório - Tribo Indígena

Por: Josué Guilherme

Olá queridos! Que a paz de Cristo esteja com cada um de vocês!

Nos dias 5 e 6 de Outubro estive contribuindo juntamente com um grupo de 40 pessoas em uma operação-invasão a uma tribo indígena no interior da Paraíba, região da Bahia da Traição, parte litorânea. “Marcação” é o nome da área, nela existem várias tribos indígenas e a que alcançamos foi a Tramataia, uma das maiores tribos da região nordeste, com pouco mais que 250 famílias.

A tribo é bem civilizada, porém faz questão de preservar seus costumes. Eles sobrevivem da pesca e possuem também aquários e viveiros criados pela própria comunidade. Muito interessante a sobrevivência deste povoado. Cerca de 80% dos indígenas são analfabetos.

A nossa missão foi de apoiar um trabalho já inaugurado na aldeia, a Igreja Missão Evangélica Pentecostal. Uma pequena igreja, porém cremos que irá fazer grande diferença naquela região. Ficamos alocados em uma escola emprestada e autorizada pelo cacique, que muito relutou em nos receber.

Passamos dois dias de intenso evangelismo estratégico. Na praça local fizemos um lindo trabalho com aproximadamente 150 crianças, que ouviram e aprenderam das escrituras. Já no culto da praça quase 300 pessoas estiveram ali recebendo o evangelho pregado, também com abordagens específicas. Tivemos a percepção que o entendimento do evangelho foi claro na região, com algumas conversões genuínas.

Tive uma experiência muito boa na evangelização de uma família já destruída por poderes demoníacos, vivendo numa miséria terrível. Lá dediquei alguns longos minutos ao conversar e entrar na realidade e assim aplicar a palavra que liberta. Foi notório ver no semblante da senhora Dona Neriz, responsável pela família, o convencimento do Espírito Santo! A medida que ia falando do amor de Cristo e seu sacrifício, conseguia ver em seu semblante a transformação e o impacto do poder maravilhoso e transformador do evangelho. No final da conversa, sem nem precisar fazer apelo ela confessa a Cristo como Salvador! Mesmo assim, fiz a oração de confissão do Livro da Vida, oramos juntos pedindo a Deus, paz, libertação, saúde e salvação para a sua casa e o seu povo.

Irmãos, saí dali maravilhado e edificado, sentindo seguro do plano que Deus mais uma vez realizou em vidas tão dispersas e oprimidas pelo pecado, mas agora resgatadas e salvas pelo poder que há na Palavra!

Parte disso compartilho com vocês, que em todo tempo tem contribuído, seja com ofertas, orações, e-mails, os quais me fortalecem e ajudam a permanecer. Que o Senhor da colheita nos dê cada dia mais saúde, vigor e abundante graça para seguirmos adiante.

Agradeço a Deus pela vida de cada um de vocês! Quanto aos recursos, têm sido pouco, mas o suficiente para que Deus também manifeste a sua provisão e a realização do que tem e precisa ser feito. Gostaria de ir ainda mais além, mas vamos até onde conseguimos pela graça de Deus!

“Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. (Atos 20:24)

Fiquem na paz de Cristo que excede todo entendimento!

Josué Guilherme

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FAÇA SUA PARTE! ;-) Entre em contato com o missionário pelo blog http://josueguilherme.blogspot.com.br/ ou e-mail
josueguilhermerj@gmail.com e saiba como ajudar!

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O projeto “Diário de Missões” é fruto de um sentimento genuíno de propagar a Palavra de Deus e o plano de Salvação a todos! Se você conhece alguém (ou você mesmo!) que está no campo e quer compartilhar suas experiências, fale conosco através do e-mail consolidacao.adb@gmail.com ! Esse espaço é “feito por quem está no campo – efetivamente – para quem também está, através da intercessão e apoio.”

sábado, 5 de outubro de 2013

Quem é Jesus Cristo?

Quem é Jesus Cristo? Diferentemente da pergunta “Deus existe?”, bem poucas pessoas perguntam se Jesus Cristo existiu ou não. Geralmente se aceita que Jesus foi de fato um homem que andou na terra, em Israel, há quase 2000 anos. O debate começa quando se analisa o assunto da completa identidade de Jesus. Quase todas as grandes religiões ensinam que Jesus foi um profeta, um bom mestre ou um homem piedoso. O problema é que a Bíblia nos diz que Jesus foi infinitamente mais do que um profeta, bom mestre ou homem piedoso.

C.S. Lewis, em seu livro Mero Cristianismo, escreve o seguinte: “Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.”

Então, quem Jesus afirmou ser? Segundo a Bíblia, quem foi? Primeiramente, vamos examinar as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro momento, pode não parecer uma afirmação em ser Deus. Entretanto, veja a reação dos judeus perante Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam o que Jesus havia dito como uma afirmação em ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus jamais corrige os judeus dizendo: “Não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: "Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Outro exemplo é João 8:58, onde Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras para atirar em Jesus (João 8:59). Ao anunciar Sua identidade como “Eu sou”, Jesus fez uma aplicação direta do nome de Deus no Velho Testamento (Êxodo 3:14). Por que os judeus, mais uma vez, se levantariam para apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que creram ser uma blasfêmia, ou seja, uma auto-afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus”. João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne”. Isto mostra claramente que Jesus é Deus em carne. Tomé, o discípulo, declarou a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28). Jesus não o corrige. O Apóstolo Paulo O descreve como: “...grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13). O Apóstolo Pedro diz o mesmo: “...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1:1). Deus o Pai também é testemunha da completa identidade de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8). No Velho Testamento, as profecias a respeito de Cristo anunciam sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Então, como argumentou C.S. Lewis, crer que Jesus foi um bom mestre não é opção. Jesus claramente e inegavelmente se auto-afirma Deus. Se Ele não é Deus, então mente, conseqüentemente não sendo também profeta, bom mestre ou homem piedoso. Tentando explicar as palavras de Jesus, “estudiosos” modernos afirmam que o “Jesus verdadeiramente histórico” não disse muitas das coisas a Ele atribuídas pela Bíblia. Quem somos nós para mergulharmos em discussões com a Palavra de Deus no tocante ao que Jesus disse ou não disse? Como pode um “estudioso” que está 2000 anos afastado de Jesus ter a percepção do que Jesus disse ou não, melhor do que aqueles que com o próprio Jesus viveram, serviram e aprenderam (João 14:26)?

Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A Salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo! A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/Quem-Jesus-Cristo.html

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nunca estamos sozinhos

"Olho para os montes e pergunto: “De onde virá o meu socorro?” O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra." [Salmos 121.1-2, NTLH]

Parece um paradoxo. Ao aproximar a sua hora de ser entregue nas mãos dos pecadores, Jesus falou claramente aos discípulos: “Chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo” (Jo 16.32, NTLH). Na mesma fala, ele avisa que vai ficar sozinho e que não vai ficar sozinho. Todavia, não há contradição alguma: no auge da crise, os amigos vão dormir ou debandar, mas, na mesma plenitude de dor, o Pai estará com o Filho.

De fato, no Getsêmani, todos foram vencidos pelo sono, inclusive o trio de Jesus (Pedro, Tiago e João), mas “um anjo do céu apareceu e o animava” (Lc 22.43, NTLH). No momento de sua prisão, “todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram” (Mt 26.56, NTLH).

Os Salmos dizem que o Senhor está sempre perto “dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança” (Sl 34.18, NTLH) e perto “de todos os que pedem a sua ajuda” (Sl 145.18, NTLH).

É preciso recuperar essa agradável surpresa, como aconteceu com Jacó: “De fato o Senhor Deus está neste lugar, e eu não sabia disso” (Gn 28.16, NTLH).

— Se Jesus é “Deus conosco”, como poderia me sentir só?

Retirado de "Refeições Diárias com Jesus" (Editora Ultimato).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Coração de Josué

Por: Marcelo Aguiar

"Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24.15).

Mal o povo havia se instalado na Terra Prometida, e o sincretismo já começava a tomar conta da sociedade. Israelitas viam-se seduzidos pelos deuses de seus antepassados, que tinham vivido além do Rio Eufrates, e também pelos deuses dos amorreus, seus vizinhos em Canaã. E o pior é que eles achavam que podiam conciliar tudo aquilo com o culto ao Senhor, que os havia tirado do cativeiro no Egito.

Passados tantos séculos, ainda são essas as influências contra as quais o povo de Deus luta. Somos tentados a olhar para trás e adorar os "deuses do passado" - a retornar ao estilo de vida que abandonamos no dia em que nos comprometermos com Cristo. Ou então somos tentados a olhar em volta e adorar os "deuses dos vizinhos" - a fazer o que todo mundo faz, valorizar o que todo mundo valoriza e buscar o que todo mundo busca.

Josué, entretanto, posicionou-se firme na hora da decisão. Ele assumiu uma postura diferente da exibida pelos seus contemporâneos, e acabou por liderá-los numa volta ao primeiro amor. Perante a determinação do seu líder, os israelitas exclamaram: "Nós também serviremos ao Senhor, porquanto ele é nosso Deus" (Josué 24.18).

O que havia no coração de Josué?

No coração de Josué havia a certeza de que o Senhor requer exclusividade. Deus não divide a sua glória, nem aceita um culto prestado pela metade. O Salvador se entregou inteiramente por nós na cruz, e espera que a nossa entrega também seja total. Não é possível conciliar a amizade dele com o amor pelo mundo.

No coração de Josué havia a convicção de que a fé é individual. Ele reconheceu que as pessoas tinham a liberdade de escolher como iriam viver - e a responsabilidade de lidar com as conseqüências. Mas ele também entendeu que não poderia usar o pecado dos outros para justificar uma possível infidelidade. A Bíblia diz que cada um dará contas de si mesmo a Deus. Sabendo disso, Josué escolheu servir ao Senhor.

No coração de Josué havia a consciência de que a família é prioridade. Antes de se posicionar como líder da nação, ele assumiu a liderança da sua casa. Mostrou aos seus familiares o caminho deveriam seguir. Cristo quer salvar não apenas indivíduos, mas também lares. Por isso, Josué não disse: "Eu". Ele falou: "Eu e a minha casa".

No coração de Josué havia o entendimento de que escolhas fazem diferença. Quando tomo uma posição, desencadeio uma série de desdobramentos no mundo espiritual. Josué era um único homem, mas sua postura influenciou milhares de pessoas, e continua a fazê-lo ainda hoje. Jamais deveríamos pensar que, por sermos pequenos, nossas ações não tenham grandes resultados. Isso simplesmente não é verdade.

No coração de Josué havia um profundo amor por Deus. Sua relação com o Senhor não era negociável. Sua devoção ao Pai era sincera. Mais do que uma religião, ele tinha uma relação. Era alguém que andava com o Altíssimo, e havia entregado a ele a sua alma. Por isso foi capaz de causar um impacto tão grande na sua geração.

Querido leitor: Será que hoje, quando olha para o seu coração, Deus vê as marcas que existiam em Josué? Vivemos numa era de muitos desafios, e precisamos nos posicionar diante deles. Peçamos ao Senhor que faça de nós homens e mulheres à altura da tarefa. Peçamos a Deus que nos dê um coração como o de Josué.

*Marcelo Aguiar é pastor adjunto da Igreja Batista da Mata da Praia, em Vitória; psicólogo clínico e escritor.

Fonte: www.comunhao.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Senhor é meu Pastor

Por: Christie Tristão

Tempos difíceis nos aproximam muito de Deus, e resultam em revelação, crescimento e edificação. Tenho o hábito de ler a Bíblia todos os dias, e especificamente neste tempo estou lendo a Bíblia seguindo a ordem dos livros, e neste ponto da minha leitura estou no livro de Salmos. Segunda-feira da semana passada tive a oportunidade de conhecer algo mais do amor, cuidado, graça e misericórdia de Deus. Iniciei a semana com algumas questões a serem resolvidas, algumas inclusive sem possibilidades humanas de solução e sabendo que em breve eu deveria tomar algumas decisões na vida que definiriam o futuro. Sabe, aquele momento em que chegamos numa etapa do caminho, onde você se encontra numa bifurcação e não consegue ler as placas de direção. Pois é, aquele dia esse era o quadro em que eu me encontrava.

O mais lindo de tudo em andar com Deus e estar ligado à Ele, é saber que não estamos sozinhos em momento algum, que ele está no controle de todas as coisas, nunca nos abandonará, e que se o buscarmos de coração o encontraremos. Pois bem, naquela manhã essa foi a minha primeira decisão, silenciar a minha alma e parar para ouvir Deus. Sei que pra Ele nada é impossível e que Ele é real, me ouve e fala comigo. Peguei a Bíblia e segui na leitura diária estabelecida para aquele dia. Qual foi a minha surpresa? O primeiro texto da leitura do dia era Salmos 23. Como de costume, comecei a ler e a princípio como eu já conhecia o texto, a minha mente ia recitando o Salmo antes mesmo de terminar a leitura. Quando eu terminei de ler o Salmo, Deus começou a falar profundamente ao meu coração a respeito de ser parte do Seu rebanho, ovelha do Seu pasto. Naquele dia ouvi um chamado do Pastor: VEM E SEJA OVELHA DO MEU REBANHO E NADA TE FALTARÁ!

Meditando no Salmo 23, encontrei alguns tesouros muito simples que fizeram muita diferença na minha vida a partir daquele dia. Em primeiro lugar, o salmista cita duas coisas importantes: Senhor e Pastor. Nos submetermos ao senhorio de Deus, significa tomar a decisão de viver de acordo com a vontade Dele pra nós, assim Jesus nos ensinou durante sua vida aqui na terra, viver para cumprir a vontade de Deus e com certeza Ele tem um plano perfeito para cada um de nós (Jeremias 29:11, Isaías 55:8,9 ). Nos tornarmos ovelhas do seu rebanho, é seguir o bom pastor, seguir seus passos, sua voz sua direção, estar debaixo de sua proteção e trilhar o caminho Dele (João 14:6). 

Muitas vezes em nossa caminhada com Deus perdemos o rumo por não nos submetermos às direções do Senhor e Pastor, desviamos o nosso olhar, o nosso ouvir e desviamos a rota confiados em nossa própria capacidade de conduzir a nossa vida. Com certeza quando entramos por este "atalho" nos deparamos com dificuldades e barreiras impossíveis de serem vencidas por nós mesmos, pois o único caminho que conduz à vida, amor e esperança é JESUS.

Segundo a palavra de Deus, quando nos submetemos ao senhorio e pastoreio de Deus, desfrutamos de uma vida verdadeira aqui na terra e por toda eternidade. Seguir ao Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas é desfrutar de:

o Ausência de necessidades; 
o Uma vida leve, e descansada;
o Alma curada; 
o Justiça e amor de Deus; 
o Consolo e proteção; 
o Um banquete farto diante dos inimigos; 
o Ser seguido pela bondade e misericórdia do Senhor todos os dias; 
o Um lugar de habitação na casa do Senhor.

O Bom Pastor nos atrai e nos chama para nos tornarmos como ovelhas do seu rebanho, trilharmos o caminho de vida e desfrutarmos de Suas promessas. Espero que essa reflexão inspire você a tomar a decisão de seguir este caminho maravilhoso e então desfrutar de uma vida abundante e direcionada pelo Bom Pastor rumo à eternidade em glória na presença de Deus.

Deus abençoe sua vida!

sábado, 10 de agosto de 2013

O pai de John G. Paton

- A chave da coragem dele -

Por: John Piper

John G. Paton foi um missionário no arquipélago das Novas Hébridas, hoje chamadas Vanuatu, no Sudeste do Pacífico. Ele nasceu na Escócia em 1824. Escrevo a respeito dele por causa da coragem que ele demonstrou durante os seus oitenta e dois anos de vida. Quero ser corajoso na causa de Cristo. E, em especial, desejo que meus filhos também o sejam. Por isso, medito sobre a coragem de outros. De onde ela vem? Quando procuro descobrir as razões por que John Paton era tão corajoso, uma das razões que encontro é o profundo amor que ele tinha por seu pai.

O tributo que John Paton prestou ao seu piedoso pai já vale o preço de sua Autobiografia* (que ainda está sendo impressa). Talvez devido ao fato que tenho quatro filhos (e Thalita), chorei quando li esta parte da autobiografia de John Paton. Encheu-me de anelo por ser um pai como aquele. Havia um “quartinho” em que o pai de John Paton orava, como regra, depois de cada refeição. Os onze filhos conheciam esse lugar, respeitavam-no e aprenderam algo profundo a respeito de Deus. O impacto sobre John Paton foi imenso.
Mesmo que uma catástrofe indizível pudesse banir de minha memória tudo o que diz respeito à religião (e que tais coisas fossem apagadas de meu entendimento), minha alma ainda se recordaria daquelas cenas antigas; se fecharia novamente no Pequeno Santuário e, ouvindo os ecos daqueles clamores a Deus, resistiria a todas as dúvidas com o vitorioso apelo: “Ele andou com Deus, por que não eu?”
Não posso explicar o quanto as orações de meu pai me impressionaram, naquele tempo. Nenhum estranho poderia compreendê-lo. Quando, de joelhos, com todos nós ajoelhados ao seu redor, em culto familiar, ele derramava toda a sua alma, com lágrimas, em favor da conversão do mundo pagão à adoração a Jesus, bem como em favor de necessidades pessoais e familiares, todos nos sentíamos como se estivéssemos na presença do Salvador vivo e aprendíamos a conhecê-Lo e amá-Lo como nosso divino Amigo.
Uma das cenas capta melhor o amor entre John Paton e seu pai e o poder do impacto sobre a vida de inflexível coragem e pureza de John. Chegou o tempo em que, aos vinte anos de idade, o jovem John Paton deixou a sua casa e foi para Glasgow, estudar teologia e tornar-se um missionário urbano. De sua casa, em Torthorwald, até a estação ferroviária, em Kilmarnock, havia uma jornada de setenta e oito quilômetros. Quarenta anos depois, Paton escreveu:
Meu querido pai caminhou comigo os primeiros dez quilômetros da jornada. Seus conselhos, lágrimas e conversa espiritual naquela jornada de partida ainda estão vivos em meu coração, como se tivessem sido ditos ontem. E lágrimas escorrem em minha face tão livremente agora como naquele dia, sempre que a memória me conduz àquela cena. No último quilômetro desta parte da jornada, caminhávamos juntos em silêncio ininterrupto --- meu pai, conforme o seu costume, levava o chapéu na mão, enquanto seus longos cabelos loiros (naquela época, loiros, mas nos anos de velhice, brancos como a neve) escorriam sobre os ombros. Seus lábios se moviam em oração silenciosa em meu favor. E suas lágrimas jorravam imediatamente quando nossos olhos contemplavam um ao outro, em olhares para os quais todas as palavras era vãs! Paramos no ponto de despedida. Ele segurou com firmeza a minha mão, por um minuto, em silêncio, e disse solene e afetuosamente: “Deus te abençoe, meu filho! O Deus de teu pai te faça prosperar e te guarde de todo o mal!”

Incapaz de falar mais alguma coisa, os seus lábios continuaram a se mover em oração silenciosa. Em lágrimas, nos abraçamos e partimos. Corri o mais depressa possível e, quando estava para virar em uma curva da estrada, onde ele me perderia de vista, olhei para trás e o vi ainda de pé, com a cabeça sem chapéu, no lugar em que o havia deixado --- olhando para mim. Acenando o meu chapéu em despedida, rumei para a curva e sai de vista por um momento. Meu coração, porém, estava muito sobrecarregado e sentido, para eu seguir adiante; por isso, corri para um lado da estrada e chorei por um tempo. Então, levantando-me cautelosamente, subi um barranco para ver se ele ainda estava onde o havia deixado. E, naquele exato momento, eu o vi subindo o barranco, procurando-me! Ele não me via; e depois de procurar-me atentamente, por alguns instantes, desceu o barranco, fixou seus olhos em direção ao lar e começou a voltar --- com sua cabeça ainda descoberta e seu coração, eu tinha certeza, erguendo-se em orações por mim. Eu o via através das lágrimas até que sua forma desapareceu de meu olhar. Então, apressando-me na jornada, votei, com sinceridade e muitas vezes, que com a ajuda de Deus nunca entristeceria nem desonraria um pai e uma mãe como os que Ele me dera.
O impacto das orações, da fé, do amor e da disciplina do pai de John Paton foi incalculável. Que todo pai leia estas palavras e encha-se de anelo e firme resolução de amar desta maneira.

~*~

Oração:
"Oh! Como amamos chamar-Te Pai!
Embora tenhamos sido decepcionados por pais terrenos
(como todos nós o somos em alguma medida),
O Senhor nunca falhou para conosco.
Tu és perfeito em misericórdia e justiça,
Severidade e bondade, firmeza e doçura.
Concede que sejamos pais assim para nossos filhos.
Faze-nos amar-Te mais do que amamos a eles.
Mostra-lhes que nosso profundo amor por eles
Está arraigado em um amor ainda maior por Ti.
Faze-os corajosos na confiança de que o seu Pai celestial
Será o que temos sido para eles, milhares de vezes melhor.
Em nome de Jesus. Amém."

*1. James C. Paton, John G. Patton : Missionary to the New Hebrides, An Autobiography Edited by His Brother (Edimburgo: The Banner of Truth Trust, 1965, orig. 1889, 1891).

[Fonte: Devocional "Penetrado pela Palavra", by John Piper. Quer meditar também? Acesse e baixe o seu: http://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/material-de-apoio.html]

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jejum 40 Dias - Por uma nova reforma

A igreja de Cristo é o instrumento de Deus para transformar o mundo. Porém, ela tem perdido o reconhecimento da sociedade em geral, pelo fato de não viver como Cristo. Os princípios da Palavra de Deus estão sendo desprezados por causa do afastamento dos líderes da doutrina. O verdadeiro cristianismo é conhecer, obedecer e imitar a Cristo.

Martinho Lutero fez a Reforma protestante porque a igreja estava se afastando da doutrina, vendendo indulgências para levantar recursos financeiros. A verdade é que alguns movimentos têm feito a mesma coisa, vendendo bênçãos, promovendo um sincretismo religioso e não ensinando o que significa ser cristão.

Precisamos de uma nova reforma, e cremos que a melhor maneira de obtê-la é incentivar cada cristão a voltar-se para a Palavra de Deus e colocar em prática o Sermão do Monte, que é um resumo do cristianismo. A Bíblia diz: “Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou” – 1 João 2:6.

Estamos propondo uma “revolução” na igreja, que acabará transformando vidas e, consequentemente, a sociedade.

1. Recomeçando com Cristo
Vamos aprender algumas das qualidades do verdadeiro cristão, e como aplicá-las em nosso viver diário.

2. Renovando o Compromisso
É importante ter um compromisso sério e profundo com Deus, sua Palavra, a igreja e a sociedade. Nessa semana, veremos o que significa o compromisso e suas implicações.

3. Construindo o Caráter
A Bíblia ensina que um dos projetos fundamentais de Deus é forjar o caráter de Cristo em cada um dos seus seguidores.

4. Retificando os Relacionamentos
Deus nos criou seres sociais. Vivemos em sociedade, e em nossos relacionamentos o nosso caráter se manifesta. Aqui estudaremos algumas facetas do relacionamento cristão com outros.

5. Restaurando a Capacitação
A igreja precisa de um poder sobrenatural para ser sal e luz. É o poder do Espirito Santo. Dependemos inteiramente da capacitação de Deus para viver e sermos efetivos em nossa missão.

6. Retomando a Caminhada
É hora de a igreja tomar decisões e desenvolver estratégias para ser agente transformador da sociedade. Nessa última semana, veremos o que o Senhor espera dos seus seguidores no cumprimento da missão da igreja.

--

O Ministério da Consolidação estará participando da campanha de “40 dias de Jejum e Oração – Por uma nova Reforma”.

Participe você também. Mobilize sua Igreja. Saiba mais em http://www.jejum40dias.com.br/.

sábado, 20 de julho de 2013

Amigos são limitados, mas seus corações não precisam ser!

Cinco amigos. Não sei dizer como se conheceram, as circunstâncias vividas, qual a profissão de cada um... Não sei nem seus nomes; apenas sei que, num determinado momento e diante de uma dificuldade, eles estavam juntos! Esse episódio aconteceu numa cidade chamada Cafarnaum, ao norte do mar da Galiléia, um lugar que presenciou muitos milagres!

Um desses amigos tinha uma limitação física: não podia andar, se locomover, pois era paralítico. Os demais também tinham suas limitações, com toda certeza. De repente um deles não sabia jogar futebol; o outro era péssimo em matemática. Ainda outro amigo tinha medo de andar no escuro e, por fim, um ainda era meio preguiçoso. Limitações de um lado e de outro. E quem não as têm? Imperfeitos que somos, colecionamos limitações! Mas, cá para nós, quem mais sofria com a sua limitação?

Não poder andar, correr, ir ao mercado, passear, brincar. Sempre depender de alguém para as necessidades mais básicas. Sempre depender que alguém lhe estenda a mão, por amor ou pena. Não é fácil conviver com a dependência de outrem. É certo que a limitação física não é o fim, e pode ser exatamente o começo de uma nova vida, com mais valor e alegria, com superação e exemplo! Há pessoas fisicamente incapazes, mais capazes que muita gente dita perfeita!

Mas a nossa história continua... Todos na cidade conheciam esse pequeno grupo de amigos. A forma como se relacionavam, o respeito direcionado a cada um deles, o carinho com que lidavam com as diferenças uns dos outros. As limitações entre os verdadeiros amigos são plenamente entendidas, pois existe a consciência de que todo indivíduo é único e que para se conviver bem, é necessário abrir mão de alguns conceitos “negociáveis” para que o outro também encontre o seu lugar no grupo. Às vezes questões cruciais e de entendimento diverso precisam ser adiadas, em nome da velha e boa amizade. Afinal, há tempo para tudo debaixo do sol!

Um fato novo está para acontecer. A cidade está agitada. As ruas não cabem mais os tantos andarilhos. Ouve-se que há um notável Profeta na cidade. As multidões correm para ouvi-lo falar. Todos se aproximam e trazem seus enfermos para serem curados. A casa onde o Profeta se encontra está abarrotada de gente, não há espaço sequer para mover-se de lugar. A novidade chega aos ouvidos dos nossos amigos...

“O que esse Profeta têm que arrebata tantas multidões? O que Ele quer em nossa cidade? Dizem que Ele opera milagres, será mesmo? Dizem que curou um cego e um leproso. Dizem tantas coisas...” A mente de nossos amigos fervilha de questionamentos! “Deixa pra lá! Deve ser mais um desses enganadores que sempre aparecem por aqui!” Mas havia algo diferente nessa notícia... Os olhares da multidão, o alvoroço incomum, os testemunhos... Tudo parecia aproximar nossos amigos de um encontro com o tal Profeta! Um encontro que mudará para sempre a vida de todos!

“Será que Ele pode me curar? Vocês me levariam até Ele?” Com os olhos marejados, o amigo paralítico questiona os demais e insiste: “Vocês fariam isso por mim? Me levariam até o Profeta?” Por um momento não se ouve palavra alguma. O silêncio impera. Entre olhares, todos se perguntam: “Que pedido é esse? Vamos perder nosso tempo e ainda frustrar nosso amigo!” Nessa hora apresenta-se a mais cruel das limitações: a falta de FÉ!

Há um ingrediente mais necessário do que esse? Sem fé é impossível caminhar nessas estradas cheias de sobressaltos, vias expressas e corredores infindáveis, um emaranhado de acessos, curvas, pontes, níveis e desníveis que chamamos de VIDA! Ah... quando nos falta fé, desconfiamos demais, embrutecemos demais... Fincamos o pé e ninguém nos tira do terreno árido da descrença!

Mas, mesmo sem crer, nossos amigos atenderam ao pedido feito (afinal era o pedido de um amigo!). Enfrentaram a multidão e chegaram até a casa onde estava o Profeta. Por estar cheia demais, não puderam entrar pela porta, então nossos amigos acharam uma maneira nada convencional: arrumaram uma escada e subiram no telhado, tiraram algumas telhas e desceram numa maca o amigo paralítico aos olhos de todos! O Profeta curou o paralítico, que saiu andando, e também seus amigos, que passaram a CRER!

O tal Profeta da nossa história é JESUS, e o relato desse milagre está no capítulo 2 do livro de Marcos, na Bíblia Sagrada. Podemos tirar pelo menos uma lição de toda essa narrativa: Amigos são limitados, mas seus corações não precisam ser! Muito boa essa notícia, não?

Feliz Dia Mundial do Amigo!

--- Por: George Andrade [@gp_andrade]

sábado, 6 de julho de 2013

Para vós, que credes, Ele é a preciosidade

Por: John Piper

Uma meditação sobre 1 Pedro 2.7: “Para vós outros... que credes, é a preciosidade.”

A marca distintiva de um filho de Deus não é a perfeição, e sim a fome por Cristo. Se temos experimentado a bondade do Senhor, desejaremos a Cristo (1 Pe 2.2-3). A razão para isso é que um filho possui a natureza de seu pai. Somos participantes da natureza divina (2 Pe 1.4), se somos nascidos de Deus e temos a semente divina permanente em nós (1 Jo 3.9). Somos como que lascas da Antiga Rocha. 1 Pedro 2.4 afirma que Cristo é precioso para Deus, e o versículo 7 nos diz que Ele é precioso para o crente. Por conseguinte, o crer que salva não é apenas uma concordância com o fato de que a Bíblia é verdadeira. O crer que salva implica uma nova natureza que valoriza aquilo que Deus ama.

À luz deste fato, considere João 17.26. Que promessa maravilhosa! Nessa ocasião, Jesus está orando por seus discípulos e por todos os que crerão nEle, pelo testemunho verbal de seus discípulos (Jo 17.20). Ele concluiu sua oração com a mais sublimes das petições: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. Considere atentamente. O pedido de Jesus ao Pai foi que o amor de Deus pelo Filho estivesse em nós. Você já pensou que Jesus deseja que você o ame não somente com o seu amor, mas também com o amor que Deus Pai tem pelo Filho? Como isto é possível? É possível por causa do novo nascimento. Tornar-se um crente significa ter uma nova natureza, outorgada por Deus. Em termos práticos, isto significa que Deus entra em nossa vida por intermédio do Espírito Santo e começa a dar-nos novas afeições, novas emoções, ou seja, as emoções de Deus. É a presença de Deus, o Espírito, em nossa vida que nos faz amar a Jesus com o amor de Deus Pai. De fato, o Espírito Santo deve ser visto como o amor de Deus em uma Pessoa. Ser governado pelo Espírito significa ser governado por um amor divino por Jesus. Ele estava simplesmente orando que fôssemos cheios do Espírito, a Pessoa divina que expressa o amor que o Pai tem para com o Filho. Deste modo, seremos cheios do próprio amor com o qual o Pai ama o Filho.

Que imenso amor! Em todo o universo, não existe amor maior do que o amor transbordante que existe entre o Pai e o Filho, na santíssima Trindade. Nenhum amor é mais poderoso, mais intenso, mais contínuo, mais puro, mais repleto de deleite no Amado do que o amor de Deus para com o Filho. É uma energia de gozo que faz as bombas atômicas parecerem fogos de artifício. Oh! como o Pai se deleita no Filho! Oh! quão precioso o Filho é para o Pai! “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, disse o Pai no batismo de Jesus (Mt 3.17). “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mt 17.5). Em todo o universo, ninguém é mais precioso para o Pai do que o seu Filho, Jesus Cristo. É deste modo que Ele deve ser precioso para nós. Com que amor infinito o Pai ama o Filho! Esta é a grandeza para a qual estamos nos dirigindo em nosso deleite no Filho. Ó crente, junte-se ao Pai neste maior de todos os amores! Se você é nascido de Deus, veja Jesus com os olhos de Deus. Para vós... que credes, é a preciosidade.

Oração:
“Pai, responde a súplica de teu Filho,
Por nós, agora, quanto pudermos suportar:
Que o amor com que amas a Ele
Esteja em nós, e Ele, em nós.
Confessamos que nosso amor
Por Cristo não é tudo que Ele merece.
Anelamos amá-Lo ainda mais,
Com mais pureza, mais intensidade,
Mais consistência, mais regozijo.
Por amor a Ti, ó Pai,
E para a glória de teu Filho,
Satisfaze-nos com a glória dEle.
Em nome de Jesus, oramos. Amém.”

[Fonte: Devocional "Penetrado pela Palavra", by John Piper. Quer meditar também? Acesse e baixe o seu http://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/material-de-apoio.html]

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Esperando o filho que se foi

“Vinha ele longe, quando o seu pai o avistou e, 
compadecido dele, correndo o abraçou e o beijou.”
 [Lc 15.20]

Esta é uma passagem conhecida por todas as pessoas que têm contato com a Palavra de Deus. O filho estava dentro de casa desfrutando de todas as bênçãos de uma família, mas decidiu tentar curtir as aventuras da vida, pensando que a felicidade estava do lado de fora das portas da sua casa. Procurou o pai e pediu a ele que lhe desse a sua parte, a herança antecipada.

Salomão disse: “A posse antecipada de um herança no fim não será abençoada.” (Pv 20.21). Assim que recebeu, saiu de casa, na ilusão de que tudo daria certo. Só que bens materiais e dinheiro são facilmente corroídos. E foi o que aconteceu. Perdeu todos os seus bens. Seus amigos de farra se foram. Ficou só, sem provisão, num país distante, longe do amor do pai.

O pai nunca desistiu de esperar o filho de volta ao lar. Quando este voltou, arrependido, o pai o recebeu com alegria, música e farto banquete. Abraçou-o e beijou-o. Deu-lhe a melhor roupa, sandálias novas e o anel de filiação. Tudo já estava previamente preparado por aquele pai amoroso.

Quem sabe você tenha perdido tudo procurando seus prazeres carnais e esteja longe da família, da igreja e de Deus. Volte agora mesmo. A festa vai começar.

Oração: "Senhor, preciso retornar hoje mesmo ao meu lar. Creio e volto agora mesmo! Quero de volta o aconchego da minha família. Em nome de Jesus, amém!"

Fonte: http://lpc.org.br/cada-dia/

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Deus é o Evangelho

Por: John Piper

Você já se perguntou por que o perdão de Deus é valioso? Ou, se a vida eterna é valiosa? Já se perguntou por que alguém quer ter a vida eterna? Por que desejamos viver para sempre? Estas questões são importantes por ser possível desejarmos perdão e vida eterna por motivos que comprovam que não os temos.

Por exemplo, considere o assunto do perdão. Talvez você queira o perdão de Deus por que está muito infeliz com sentimentos de culpa. Você quer alívio. Se puder crer que Deus o perdoa, você terá algum alívio, mas não necessariamente a salvação. Se quer o perdão somente por causa de alívio emocional, você não receberá o perdão de Deus. Ele não dá o seu perdão àqueles que o usam apenas para ter os dons dEle e não a Ele mesmo.

Ou, talvez, você queira ser curado de uma enfermidade ou conseguir um emprego e encontrar uma esposa. Então, você ouve que Deus pode ajudá-lo a obter estas coisas, mas que, primeiramente, seus pecados teriam de ser perdoados. Alguém o exorta a crer que Cristo morreu por seus pecados e lhe diz que, se você crer nisto, seus pecados serão perdoados. Conseqüentemente, você crê, a fim de que seja removido o obstáculo à sua saúde e consiga um emprego ou uma esposa. Isto é salvação pelo evangelho? Não creio que seja.

Em outras palavras, o que você espera receber por meio do perdão é importante. O motivo por que você deseja o perdão é importante. Se quer o perdão tão-somente por que deseja gozar da criação, então, o Criador não é honrado e você não é salvo. O perdão é precioso por uma única razão: ele o capacita a desfrutar da comunhão com Deus. Se esta não é razão por que você quer o perdão, você não o terá de maneira alguma. Deus não será usado como moeda para a compra de ídolos.

Também perguntamos: por que desejamos ter a vida eterna? Alguém pode responder: “Porque o inferno é a alternativa dolorosa”. Outro pode dizer: “Porque não haverá nenhuma tristeza no céu”. Outro pode replicar: “Meus queridos foram para o céu, e quero estar com eles”. Outros poderiam sonhar com sexo e alimentos intermináveis, ou com algo mais nobre. Em tudo isso, Alguém está ausente: Deus.

O motivo salvífico para querermos a vida eterna é apresentado em João 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Se queremos a vida eterna por ela significar outra coisa, e não o regozijo em Deus, não teremos essa vida. Enganamos a nós mesmos dizendo que somos cristãos, se usamos o glorioso evangelho de Cristo para buscar o que amamos mais do que buscamos o próprio Cristo. As “boas-novas” não se comprovarão como boas para qualquer pessoa que não tenha a Deus como seu principal bem.

Jonathan Edwards apresentou esta verdade em um sermão à sua igreja, em 1731. Leia estas palavras lentamente e permita que elas o despertem para a verdadeira vida e o verdadeiro bem do perdão.

“Os redimidos têm todo o seu verdadeiro bem em Deus. Ele mesmo é o grande bem que possuem e desfrutam por meio da redenção. Deus é o bem mais sublime, a suma de todo o bem que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; é o quinhão da alma deles. Ele é a riqueza e o tesouro, o alimento, a vida, a habitação, o ornamento e a coroa, a glória eterna e duradoura dos santos. Eles não têm nada no céu, exceto a Deus. Ele é o grande bem no qual os crentes são recebidos na morte e para o qual eles devem ressurgir no fim do mundo. O Senhor Deus, Ele é a luz da Jerusalém celestial; é o “rio da água da vida” que corre e a “árvore da vida” que cresce “no paraíso de Deus”. As gloriosas excelências e belezas de Deus fascinarão para sempre a mente dos santos, e o amor de Deus será o deleite eterno deles. Com certeza, os redimidos desfrutarão outras alegrias. Eles se alegrarão com os anjos e uns com os outros. Mas aquilo que lhes encantará nos anjos e uns nos outros, ou em qualquer outra coisa; aquilo que lhes proporcionará deleite e felicidade será o que de Deus poderá ser visto neles.”

Oração: Ó Deus, todo-satisfatório, perdoa-nos por fazermos de teus excelentes dons um substituto para Ti. Somos tão propensos a trocar o retrato pela pessoa. Satisfaze-nos contigo mesmo. Tu prometeste na Nova Aliança: “Todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior”. Que este seja o nosso quinhão, agora — um tipo de conhecimento, ó Deus, que valoriza Aquele que conhecemos. Nos faça experimentar o evangelho em toda a sua plenitude, que é Cristo crucificado e ressuscitado pelos pecadores, para trazer-nos de volta a Ti. Em nome dEle, oramos. Amém.

[Fonte: Devocional "Penetrado pela Palavra", by John Piper. Quer meditar também? Acesse e baixe o seu http://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/material-de-apoio.html]

sábado, 15 de junho de 2013

Espere, Deus está no controle

“Jó disse: mesmo que ele me mate, 
nele esperarei...” [
Jó 13.15]

A vida de Jó é uma tremenda inspiração para todos nós. Conhecemos, nem que seja de ouvir falar, um pouco da vida e do sofrimento de Jó. Aqui, ele expressa toda a sua fé, confiança, fidelidade e esperança no Deus todo-poderoso. Jó, mesmo sendo um homem íntegro, justo e temente a Deus, não passou em branco neste mundo.

Num certo dia, “no dia mal,” ele recebeu trágicas notícias, uma após a outra: perdeu os bens, os filhos e a saúde. Seu corpo ficou cheio de chagas, que lhe causaram dores fortíssimas. Com isso aprendemos que andar com Deus, ter o Senhor Jesus em nosso coração, servir a ele apaixonadamente e cumprir sua comissão não nos isenta das tempestades e tribulações.

Estamos sujeitos a muitas aflições. No entanto, com Jesus no barco, triunfamos sobre a tempestade. Deus põe um ponto final na tempestade e nos ventos contrários. Jó permaneceu esperando em Deus na certeza que seu estado final seria incomparavelmente melhor.

Mesmo que as nuvens estejam escuras, densas, armando um grande temporal, Deus está no controle. Ele é o Deus que tem todo poder para mudar a história de nossas vidas. Espere!

-- Querido Pai, ajuda-me a crer que tu estás no controle da minha vida. Em nome de Jesus Cristo, amém!

Fonte: http://lpc.org.br/cada-dia/

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Confiando no tempo de Deus

Por: Greg Laurie

Você consegue se lembrar de algum momento em sua vida em que agiu impulsivamente, e acabou se arrependendo? Talvez tenha comprado um carro, assinado um contrato, ou feito um mal negocio por não ter pensado melhor antes. Qualquer que tenha sido a decisão tomada, você se arrependeu.

Eu descobri que o tempo de Deus é tão importante quanto Sua vontade. De fato, a Bíblia fala bastante a respeito de tempo. Eclesiastes 3: 1 diz: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”.

A Bíblia relata a respeito de um homem de Deus que tinha uma noção de tempo muito ruim. Se ele participasse de uma corrida, seria aquela pessoa que sai do nada, ganha a liderança, e depois de repente, acaba prejudicando a si mesmo. O homem de quem estou falando é Moisés.

Apesar de ter sido um grande homem de Deus, ele cometeu pecados graves e passou por sérios retrocessos. Vale lembrar que, assim como Saulo de Tarso, Moisés era culpado de assassinato.

Moisés era um tanto impulsivo. Eu sou também, então posso entendê-lo. Mas a impulsividade tem suas desvantagens, e no caso de Moisés, ela trouxe resultados devastadores.

Moisés nasceu em um período de extrema dificuldade na história de Israel. Os descendentes de Jacó já contavam três milhões no Egito e haviam sido forçados à escravidão. Faraó, vendo os hebreus como possível ameaça, decretou que os meninos recém-nascidos fossem afogados no rio Nilo.

O povo clamava a Deus por libertação, e então veio Moisés, o homem de Deus. Antes, ele havia sido o bebê protegido por Deus e adotado pela filha do Faraó. O historiador judeu, Josefo, conta que esse Faraó não tinha filho nem herdeiro; Portanto, Moisés estava sendo preparado para se tornar o próximo Faraó do Egito. Ele estava sendo criado como realeza, o que significa que ele seria educado em tudo o que o Egito tinha a oferecer.

Moisés, no entanto, sabia quem ele era. Ele era um verdadeiro servo do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Por baixo daqueles trajes egípcios, batia um coração hebreu.

Talvez tenha sido isso que o levou a entrar em ação quando ele viu um egípcio batendo em um hebreu. A Bíblia diz que ele “olhou a um e a outro lado” e matou o egípcio. (Veja Êxodo 2:12).

O coração de Moisés estava certo, mas suas ações foram tolas. É claro que Deus não disse a ele para agir de tal maneira. Ao invés de olhar a sua volta, Moisés deveria ter olhado para cima.

Provavelmente ele pensou que seus companheiros hebreus ficariam gratos pelo que havia feito, mas não foi isso que aconteceu. Todos sabiam o que tinha acontecido, mas ninguém aprovou. Quando Faraó soube do ocorrido, Moisés precisou fugir para se salvar. E lá foi ele, para o deserto.

Deus quer que cumpramos a Sua vontade, à Sua maneira e no Seu tempo.

Moisés era um líder em treinamento, não estava pronto ainda. Ele havia perdido seu povo, sua reputação, mas não havia perdido o seu Deus. O que parecia ser o fim era na verdade o começo.

Quarenta anos depois, Deus designou Moisés para conduzir os filhos de Israel para fora do Egito. Moisés não havia se dado conta de que Deus o estava preparando durante aquele tempo. Note o que Deus disse a ele: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó”. (Êxodo 3:6).

O que Deus estava dizendo? Eu sou o Deus de homens comuns que realizaram coisas extraordinárias. Há esperança para você. Eu não sou apenas o Deus de Abraão. Não sou apenas o Deus de Isaque e Jacó. Eu sou o Deus de Moisés. Eu estou te chamando. Estou te dando uma segunda chance.

Deus ainda usa pessoas comuns hoje. Até mesmo as que cometeram pecados.

Talvez você esteja passando por uma situação em que se identifique com Moisés. Posso fazer uma sugestão? Confesse seus pecados a Deus. Lide e aprenda com eles. E saiba disso: Deus ainda pode usar você. Ele oferece segundas chances. Talvez você precise de uma hoje.

Fonte: cristianismohoje.com.br / Traduzido por Julia Ramalho

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pai que ora pelos filhos

“... chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos...” 
[Jó 1.5]

Jó era um homem muito rico. Inobstante, seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada. Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza terrena sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.

Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus. Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos. Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor. Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.

Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos. Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos. Pais que orem pelos filhos e sejam exemplo para eles, que cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.

Oração: "Ó Deus bendito, que tu moldes homens mais comprometidos com a vida espiritual de sua família e mais interessados com a proclamação da tua glória infinita! Em nome de Jesus. Amém.
"

Fonte: http://lpc.org.br/cada-dia/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Perguntas para Cristãos Apáticos e Nominais

Por: Tim Keller

Recentemente fiz uma palestra sobre avivamento, e quero compartilhar alguns pensamentos a partir dela. É difícil encontrar a palavra correta para o que queremos dizer quando falamos de avivamento. “Renovação” é quase uma palavra suave demais, e “avivamento” possui demasiadas conotações antiquadas hoje em dia. Mas a definição mais antiga de avivamento é útil. Ela se refere ao tempo em que as operações habituais do Espírito Santo — não sinais e maravilhas, mas convicção do pecado, conversão, certeza da salvação e um senso da realidade de Jesus Cristo no coração — são intensificadas, de maneira que você vê o crescimento da qualidade da fé nas pessoas da igreja, e um grande crescimento em números e conversões também.

Em um avivamento, cristãos apáticos acordam, cristãos nominais se convertem, e não-cristãos são alcançados. Um cristão apático pode acreditar que é cristão, mas não possui um real senso da santidade de Deus, seu próprio pecado, ou a profundidade de sua graça. Pode ser um moralista ou um relativista, ou viver uma vida inconsistente.

Cristãos nominais podem estar frequentando a igreja, mas nunca foram realmente convencidos do pecado ou receberam a salvação pessoalmente. Quando cristãos apáticos e cristãos nominais são avivados, atrativos e ousados em seus testemunhos, pessoas que nunca creram antes começam a se converter.

Então como você acorda cristãos apáticos e converte cristãos nominais? Deixe-me lhe dar o que eu chamo de minhas modernizadas versões americanas do tipo de pergunta que eu faria às pessoas se estivesse tentando fazê-las realmente pensar se elas estão ou não em Cristo. Tais questões são adaptadas do livro The Experience Meeting de William Williams, baseado nos avivamentos galeses durante o Grande Avivamento. Ele pedia às pessoas para compartilhar esse tipo de pergunta em reuniões de pequenos grupos semanalmente:

O quão autenticamente Deus esteve em seu coração esta semana? O quão clara e vívida é sua garantia e certeza do perdão de Deus e seu amor paternal? Em que grau isso é real para você neste momento?

Você está tendo algum período em especial de deleite em Deus? Você realmente sente sua presença em sua vida, o sente dando-lhe seu amor?

Você tem achado a Escritura viva e ativa? Ao invés de ser apenas um livro, você sente que a Escritura está indo atrás de você?

Você acha certas promessas bíblicas extremamente preciosas e encorajadoras? Quais delas?

Você acha que Deus está lhe desafiando ou chamando para algo através da Palavra? De que maneiras?

Você tem achado a graça de Deus mais gloriosa e comovente agora do que achou no passado? Você está consciente de um senso crescente do mal em seu coração, e em resposta, uma crescente dependência e uma compreensão da preciosidade da misericórdia de Deus?

Reúna. Isso é um crescente entendimento da graça.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ouvindo a Sua Voz

"O pastor abre a porta e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora." (João 10:3)

À medida em que você começa a conhecer o seu Pastor, aprende que quando ele chama, vale a pena obedecer. Quando Ele diz algo, é para o seu próprio bem. Se Ele diz: "Vá por esse caminho", é porque Ele tem pastos verdejantes e águas tranquilas esperando por você. Se Ele diz: "Pare! Não faça isso", é porque Ele quer lhe proteger do perigo iminente, de algo que possivelmente traria risco a sua vida.

Deus falar conosco é um fato concreto e é mostrado claramente ao longo das Escrituras. Para alguns, como Moisés, Deus falou de forma audível. Para outros, como o profeta Elias, Ele falou silenciosamente em pelo menos uma oportunidade.

Muitas vezes esperamos por grandes acontecimentos, por enormes circunstâncias por meio das quais Deus fale conosco. Mas, na maioria das vezes, Ele fala conosco com uma voz mansa e calma. Só que é preciso desligar a TV, o som e tudo mais que possa distrair a nossa atenção para apenas ouvir. Com tanto barulho no mundo, com tantas informações que nos bombardeiam a todo momento, podemos ouvir tudo isso deixando de escutar a voz mais importante de todas. Talvez uma razão para não ouvirmos Deus, seja o fato de nunca pararmos para fazer isso. Devemos prestar atenção às palavras do Salmo 46:10, que diz: "Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!"

Uma vez que ouçamos a voz de Deus, precisamos segui-la. Jesus disse: "As ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz" (João 10:4). A palavra "seguir" significa decidir deliberadamente obedecer a algo. É uma escolha deliberada das ovelhas seguirem o pastor. Precisamos decidir seguir o nosso Pastor, para fazer o que Ele nos diz para fazer.

Quando o Deus Todo-Poderoso fala com você, com aquela voz mansa e calma, você ouve? Você O segue?

Fonte: http://www.devocionaisdiarios.com/

domingo, 14 de abril de 2013

Manumissão magnificente

Por: John Piper

“Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Romanos 6.17-18)

Manumissão: alforria legal de um escravo. Manumit: “dar liberdade a um escravo”, do latim manus “mão” + mittere “soltar, enviar etc.”

Somos escravos ou do pecado ou de Deus. Não há uma terceira alternativa. Você pode dar-lhe nomes diferentes. Mas se resume nisto: ou servimos ao pecado, ou servimos a Deus. O pecado reina ou Deus reina. Por isso, Romanos 6 descreve a conversão em termos de uma mudança de senhor de escravo. “Graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado... fostes feitos servos da justiça... Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus” (Rm 6.17-18, 22).

Mas, cuidado! Não leve todas as implicações do servir ao pecado para o servir a Deus. Existem diferenças radicais. Considere estes versículos cruciais de Romanos 6.20-23: “Quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

VELHA ESCRAVIDÃO
O senhor é o pecado (20)
Isentos em relação à justiça (20)
Benefício? Nenhum (21)
O fim? Morte (21)
O senhor paga salário (23)
O salário é a morte (23)

NOVA “ESCRAVIDÃO”
O senhor é Deus (22)
Livres do pecado (22)
Fruto? Santificação (22)
O fim? A vida eterna (22)
O senhor dá dons (23)
O dom é a vida eterna (23)

Existe um contraste radical nos paralelos aqui descritos. Todo o conceito de escravidão, conforme o conhecemos, é transformado quando Deus se torna o “Senhor do escravo”.

O velho senhor do escravo paga salário, mas Deus, por sua vez, concede dom. “O salário do pecado... o dom gratuito de Deus...” Isto é muito importante! Não nos relacionamos com Deus como assalariados. Relacionamo-nos com Ele como recebedores de dom. Nosso “papel como escravo” não é trabalhar para receber salário, e sim andar em submissão onde os dons existem, e isto significa andar pela fé.

Por que Paulo não respondeu sua própria pergunta no versículo 21: “Naquele tempo, que resultado colhestes?” A resposta é que o pecado não produz frutos; ele exige obras e paga salário. Mas, quando nos tornamos “escravos” de Deus, o fruto que obtemos é a santificação, e o “pagamento” de Deus para isso não é um salário, e sim um dom -- a vida eterna.

Portanto, nosso “novo Senhor de escravos” não exige “obras”; Ele produz fruto. Ele não paga salário pelas obras; Ele concede dons em recompensa de seu próprio fruto. E o dom é a vida eterna, enquanto o único salário que um pecador pode receber é a morte. Acautele-se de um relacionamento com Deus que envolva o pagamento de salário. Não existe tal coisa. O “senhor de escravos” nos relacionamentos espirituais que envolvem o pagamento de salário é sempre o pecado; e o salário é sempre a morte.

Em vista desta liberdade (manumissão) magnificente, exorto-o a fazer aquilo que é óbvio: “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13).

Fonte: Devocional “Uma vida voltada para Deus”, de John Piper

[O Ministério da Consolidação está meditando nesse devocional. Quer meditar conosco? Obtenha o seu gratuitamente no linkhttp://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/downloads.html e boa leitura!]

sábado, 6 de abril de 2013

A felicidade do choro

“Bem-aventurados os que choram, 
porque serão consolados.” 
 [Mateus 5:4]

Essa é uma verdade paradoxal. Jesus está dizendo que felizes são os infelizes; felizes são os que choram e não os que rasgam a cara em sonoras gargalhadas. É claro que Jesus não está exaltando o espírito amargo, abatido e murmurador. Você é feliz quando chora pelos seus pecados e fraquezas, para lamentar seus próprios erros em vez de apontar os erros dos outros. Não são felizes aqueles que fazem os outros chorar.

Não são felizes aqueles que abrem feridas na vida dos outros. Felizes são aqueles que choram por si mesmos, pelas suas próprias mazelas e se entristecem pelas suas próprias falhas. Jesus disse que os que choram são muito felizes, porque serão consolados. O consolo de quem chora pelos seus próprios pecados vem do próprio Deus.

Quando confessamos nossos pecados, Deus nos perdoa, nos purifica, nos restaura e nos oferece uma nova chance de recomeçar. Você tem chorado pelos seus pecados? Você tem derramado suas lágrimas aos pés do Salvador? Você tem encontrado no Senhor Jesus a fonte do perdão e do consolo? Faça isso agora mesmo e você será feliz, muito feliz.

Ore assim: "Amado Pai, tu és o Deus que concede novas oportunidades. O teu perdão apaga cada um dos meus erros. Hoje, portanto, assumo o compromisso de viver uma nova vida. Em nome de Jesus. Amém."

domingo, 31 de março de 2013

A vitória sobre a morte

Por: John Stott

"Cristo Jesus… tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho." [2 Timóteo 1.10]

A mais fantástica de todas as afirmações cristãs é que Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos. Ela força a nossa credulidade ao limite. Os seres humanos têm tentado da maneira mais ingênua possível desafiar e negar a morte. Contudo, somente Cristo afirmou tê-la conquistado, ou seja, tê-la derrotado em sua própria experiência e destruído seu poder sobre os outros.

Em nossos dias, ao menos no Ocidente, ninguém exemplifica a angústia generalizada, e particularmente o medo da morte, de maneira mais tragicômica que o cineasta Woody Allen. Ele considera a morte e a decomposição com terror. Ela se tornou uma obsessão para ele. Na verdade ele ainda consegue fazer piada sobre o assunto. “Não que eu tenha medo de morrer, só não quero estar lá quando acontecer” — graceja. Ele chama a morte de algo “absolutamente assombroso”.

Jesus Cristo, porém, resgata seus discípulos desse horror. Consideremos uma de suas grandes declarações que se iniciam com a expressão “Eu sou”: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (Jo 11.25-26). Esses versículos contêm uma dupla promessa de Jesus a seus seguidores. Quem crê e vive nunca morrerá, porque Cristo é a sua vida, e a morte lhe parecerá apenas um episódio trivial. Quem crê e morre, no entanto, viverá outra vez, porque Cristo é a sua ressurreição. Assim, Cristo é tanto a vida para aqueles que vivem como a ressurreição para aqueles que morrem. Ele transforma tanto a vida como a morte.

Conta-se que Henry Venn, evangélico anglicano do século 18, quando foi informado de que estava morrendo, ficou tão alegre que sua alegria o manteve vivo por duas semanas! Tal atitude destemida e alegre diante da morte só é possível por causa da ressurreição de Jesus e de sua vitória sobre a morte.

Para saber mais: João 11.17-44

>> Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (John Stott). Editora Ultimato, 2007.

sexta-feira, 22 de março de 2013

O toque do Senhor

Por: John Piper

Meditação sobre 1 Samuel 10.26

“Também Saul se foi para sua casa, a Gibeá; e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara.”

Ler estas palavras tem me levado a orar por um novo toque de Deus. Que coisa maravilhosa é ser tocado por Deus, no coração! Não existe nada incomum a respeito da palavra hebraica usada neste versículo; ela significa apenas "tocar", no sentido comum. Deus tocou o coração daqueles homens. O toque de Deus no coração de alguém é algo impressionante. É impressionante porque o coração é tão precioso para nós - tão profundo, tão íntimo, tão pessoal. Quando o coração é tocado, somos tocados profundamente. Alguém penetrou as camadas protetoras e chegou ao centro. Fomos conhecidos. Fomos descobertos e vistos. O toque de Deus é impressionante porque Deus é Deus. Pense no que é dito neste versículo! Deus tocou aqueles homens. Não foi a esposa, nem um filho, nem o pai ou a mãe, nem um conselheiro. Foi Deus quem tocou. Aquele que tem infinito poder no universo. Aquele que tem infinita autoridade, sabedoria, amor, bondade, pureza e justiça. Foi Ele quem tocou o coração daqueles homens.

O toque de Deus é impressionante porque é um toque. É uma conexão verdadeira. O fato de que esse toque envolve o coração é impressionante. O fato de que esse toque envolve a Deus é admirável. E, por ser um toque real é maravilhoso. Os homens valentes não somente ouviram palavras sendo-lhes dirigidas. Não somente receberam uma influência divina. Não foram apenas vistos e conhecidos externamente. Deus, com infinita condescendência, tocou-lhes o coração. Deus estava bem próximo. E os homens não foram consumidos.

Amo esse toque. Desejo-o mais e mais. Desejo-o para mim mesmo e para todos os membros de nossa igreja. Rogo a Deus que toque em mim e em toda a sua igreja, de maneira nova e profunda, para a sua glória. O texto bíblico diz que eles eram uma tropa de homens - "e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara". A palavra hebraica traz consigo a idéia de força, coragem, substância. Oh! que os santos de Deus sejam valentes para o Senhor - corajosos, fortes e cheios de dignidade, beleza e verdade!

Orem comigo para que tenhamos esse toque. Se vier com fogo, que assim seja! Se vier com água, que assim também seja! Se vier com vento, faze-o vir, ó Deus! Se vier com trovões e relâmpagos, prostremo-nos ante esse toque. Ó Senhor, vem! Aproxima-te bastante, para tocar-nos. Envolve-nos com o amianto da tua graça. Penetra o profundo de nosso coração e toca-o. Queima, encharca, sopra, esmaga. Ou, usa uma voz suave e tranqüila. Não importa a maneira, vem. Vem e toca o nosso coração.

Fonte: Devocional “Uma vida voltada para Deus”, de John Piper

[O Ministério da Consolidação está meditando nesse devocional. Quer meditar conosco? Obtenha o seu gratuitamente no link http://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/downloads.html e boa leitura!]

sábado, 16 de março de 2013

Ramo frutífero

"José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; 
seus galhos se estendem sobre o muro.” 
[Gn 49.22]

O patriarca Jacó está nos umbrais da morte. Mas, antes de morrer, distribui bênçãos a todos os filhos. Coube a José, seu filho amado, uma bênção singular. Três verdades devem ser destacadas. Em primeiro lugar, José é um ramo frutífero. Sua vida foi bênção em casa, no trabalho e no governo do Egito. Por onde passou, José deixou marcas positivas e frutos excelentes.

Há muitos que passam pela vida desprovidos de frutos. Têm apenas folhas, muita aparência e nenhum resultado. Em segundo lugar, José é um ramo frutífero junto à fonte. Os tempos de sequidão não lhe tiraram o verdor, porque estava plantado junto à fonte, que é Deus. Em terceiro lugar, José estendia sua influência para além dos muros. Quem é bênção dentro de casa, também é bênção fora de casa. Quem é bênção dentro dos muros, também estende seus ramos sobre os muros.

A vida de José nos desafia e nos estimula a sermos, de igual forma, ramos frutíferos da Videira verdadeira. Deus é glorificado em nós quando produzimos muito fruto. Agora mesmo você é desafiado a ser um bênção aqui, ali e além fronteiras!

Ore assim: "Eterno Deus, limpa meu coração. Faz as podas necessárias na minha alma. Muda-me. Transforma-me para tua glória. Eu quero dar muitos frutos para o teu louvor. Em nome de Jesus. Amém.
"

Fonte: http://lpc.org.br/cada-dia/

sábado, 2 de março de 2013

8 razões para confiar que Deus te socorrerá

Por: André Sanchez

Todos nós passamos em nossa vida por momentos difíceis, por problemas, situações desagradáveis e coisas que tiram a nossa paz. Essas situações nos levam a buscar uma solução, um socorro que possa nos trazer alívio, paz e vitória. As pessoas costumam procurar em diversos lugares esse socorro. Buscam por pessoas ou coisas que possam socorrê-las, mas quase sempre não o encontram, pois o socorro verdadeiro não existe onde estão procurando. O socorro eficaz está em Deus. Mas existem razões para crer que Deus me socorrerá?

Razão 1 - O meu socorro está em Deus. O salmista, que certamente passava por alguma situação difícil, busca o socorro em Deus. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” (Sl 121. 1). Os “montes” citados nesse texto era o local onde ficava o templo que, naquela época, representava àquele povo a presença viva de Deus no meio deles. O salmista buscava encontrar a presença de Deus, pois sabia que o seu socorro estava em Deus.

Razão 2 – O socorro de Deus é certo. “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” (Sl 121. 2). Não há qualquer dúvida de que Deus viria socorrer o salmista. O salmista poderia ter dito: “o meu socorro, eu acho que vem do Senhor”, ou: “o meu socorro talvez venha do Senhor”; mas ele foi enfático e creu em Deus: “O meu socorro vem do Senhor”.

Razão 3 – Deus é soberano sobre todas as coisas. “Ele não permitirá que os teus pés vacilem…” (Sl 121. 3). Tudo está debaixo da permissão de Deus. Nada pode acontecer sem a permissão Dele. Todos os meus problemas estão sob Sua autoridade. Se creio nisso, descanso e encontro paz.

Razão 4 – Deus está alerta ao que acontece em minha vida. “É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.” (Sl 121. 4). Não há perigo de Deus se esquecer de mim, pois Ele não cochila, nem dorme; está sempre alerta, é onisciente, onipresente, onipotente. É um guarda perfeito, que vigia a todo instante os Seus tesouros!

Razão 5 – Deus está próximo de mim. “o SENHOR é a tua sombra à tua direita.” (Sl 121. 5). Deus acompanha os seus servos, não os deixa, não os desampara. A minha sombra nunca desgruda de mim, assim Deus também não. Ele está totalmente próximo, participando da minha vida de perto, inclusive quando passo por dificuldades.

Razão 6 – Deus está me conduzindo em todos os momentos. “De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua.” (Sl 121. 6). O Senhor sempre me socorrerá nas intempéries da vida.

Razão 7 – O Senhor me protege. “O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.” (Sl 121. 7). Deus me esconde debaixo de Sua proteção. Passo pelas dificuldades, mas sou guardado pelo cuidadoso Pai, assim como o pássaro guarda os seus filhotes no ninho salvos do perigo.

Razão 8 – O cuidado de Deus é em todos os lugares e momentos. “O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.” (Sl 121. 8). Os meus passos estão debaixo da supervisão e cuidados de Deus. O que temer? Deus está sempre pronto a socorrer seus servos!

Fonte: http://www.esbocandoideias.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Seja um valente de Deus

Por: Pr. Márcio Valadão

O valente de Deus é aquele que não teme arriscar-se por um grande projeto. O verso 11 de 2 Samuel 23 diz: “Depois dele, Sama, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Leí, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; e o povo fugia de diante dos filisteus. Pôs-se Sama no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o Senhor efetuou grande livramento.” Certa ocasião os filisteus vieram, reunidos como animais ferozes, para destruir Israel. Havia um pequeno pedaço de terra, cheio de lentilhas (hoje elas estão mais baratas que feijão, mas não era assim). Um pequeno pedaço de terra, e os outros israelitas amedrontados, fugiam diante dos filisteus.

Mas diz a Palavra que esse homem chamado Sama, tomou posição no meio daquele terreno e o defendeu. Era um pequeno pedaço de terra, e quando todos fugiam, Sama escolheu ficar. Temos também o nosso terreno de lentilhas e precisamos defendê-lo. Esse terreno pode ser seu emprego, sua família, e quantas vezes os “filisteus minam” silenciosamente ou descaradamente entram no seu terreno de lentilhas para destruí-lo? Precisamos defender os valores da família, a graça de criar os filhos nos caminhos do Senhor. Seu trabalho é seu terreno de lentilhas, defenda-o. Defenda sua honra, sua santidade, seus sonhos. Arrisque.

John Wesley também foi um valente de Deus. Ele foi o fundador da igreja Metodista, e no início da história da Igreja Metodista, ela chegou a ser a terceira força espiritual do Cristianismo, no mundo. E há uma oração que ele escreveu; em uma frase que diz: “Senhor, dá-me apenas cem homens, sacerdotes, ou leigos que não temam outra coisa senão o pecado. Que não amem outra pessoa senão a ti, e juntos derrotaremos Satanás, e implantaremos o reino de Deus na terra.” Que você possa dizer: “Pastor, quero ser este valente.” Sama, um dos três valentes de Davi, defendeu um pequeno pedaço de terra cheio de lentilhas. Lentilhas são tão baratas. Mas existem valores além do dinheiro.

O valente não teme se arriscar por um sonho de Deus. O valente faz sempre além do que lhe pedem, ou do que lhe mandam. O medíocre é aquele que faz somente o que lhe mandam fazer, mas o herói, o valente, é aquele que realiza os desejos do seu líder. Nosso líder é Jesus. Não existimos apenas para fazer o que Deus ordena, mas para agradar o Seu coração. Se você tem dificuldade de fazer o que Deus ordena nunca será um valente de Deus. O valente está sempre disposto a ser quem realmente é, ele não precisa de máscaras. O valente é ilustríssimo anônimo, mas tão conhecido aos olhos de Deus. Viva essa realidade!

Fonte: http://www.lagoinha.com/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A força de acreditar

Por: Ricardo Gondim

A parábola é conhecida: Certo homem agonizava. Uma vizinha, sabendo da iminência de sua morte, sentiu remorso por ter fofocado e conspirado para destruí-lo. Com pressa de pedir perdão, ainda encontrou o homem lúcido. Ajoelhou-se ao lado de sua cama e implorou que lhe perdoasse. O velho respondeu que perdoava, sim, mas antes precisava mostrar algo. Pediu que a senhora rasgasse o travesseiro e espalhasse as penas ao vento.

- A senhora, por favor, volte amanhã e recolha as penas que o vento dispersou.
- Impossível, ela respondeu.
-Amiga, posso perdoar-lhe – ele concluiu, – mas o mal que você me fez ficará como uma daquelas penas que a brisa levou; nem eu nem você saberemos por onde elas voaram. Você jamais conhecerá as dores ou os desdobramentos dolorosos de minha história devido a suas escolhas.

Vi “Atonement” (Desejo e Reparação) com os olhos suavemente orvalhados. O filme merece crítica, sim. Mas forte o suficiente para me encabular. No escuro do cinema, procurei esconder sentimentos constrangedores. Identifiquei-me com as personagens. A sinopse básica do filme (copiei da internet) é a seguinte: Aos 13 anos, a jovem Briony (Saoirse Ronan/ Romola Garai) demonstra possuir grande talento como escritora; sua criatividade é imensa. Determinado dia, a menina pensa ver a irmã mais velha, Cecília (Keira Knightley), assediada por Robbie (James McAvoy), filho da governanta. Depois de algum tempo, outra prima sofre um estupro. Levada por sua imaginação fértil, Briony tem certeza de que Robbie cometeu o crime, e o acusa. O rapaz vai preso. A suspeita, entretanto, vem da paixão que ela nutre por Robbie, não da realidade. Cecília sofre horrores por ser a única que não acredita na acusação de Briony.

“Atonement” desenvolve uma trama trágica a partir de sentimentos de culpa. Aliás, atonement, palavra inglesa comum na teologia, pode ser traduzida por “expiação”. E expiação, segundo o dicionário, significa “cumprimento de pena”. Nas antigas religiões, atonement se ligava a alguma cerimônia de aplacar a cólera divina, com o intuito de promover reparação.

No filme, Briony destrói um amor que mal teve chance de concretizar-se. Dona de uma paixão infantil, a vilã camufla sentimentos adoecidos em forma de auto-retidão. Mesmo menina, mostra-se capaz de alterar o destino tanto da irmã como de Robbie. O estrago da difamação foge ao seu controle. Suspeitas podem acabar com pessoas – muitas vezes de forma irreversível, sem remissão. Calúnia deixa rastro de culpa, sem espaço para a cura de ninguém.

Somos convocados a cuidar de nossos juízos e intolerâncias. Pessoas sofrem guinadas e vão por caminhos impensados devido a decisões e escolhas que outros fazem. Por isso, prefiramos o próximo em honra; sejamos brandos com todos; acreditemos nas pérolas que o coração esconde. Melhor escolher a dor da decepção às suspeitas raivosas. Partilhemos nossas túnicas, caminhemos a segunda milha, levemos as cargas até de quem acreditamos não merecer. Perdoemos – para o bem deles e nosso. Soli Deo Gloria.

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A lágrima cai

Por: Tais Machado

Nosso país está em luto pela tragédia em Santa Maria/RS. Por enquanto, foram contabilizados 235 mortos. Uma cidade em prantos, famílias desnorteadas pela dor, e o luto se instala numa dimensão avassaladora em muitos. Familiares e amigos choram seus queridos. Até os que ajudam com o cumprimento de seu trabalho, como coveiros e taxistas, encontram-se abalados e buscam ajuda no núcleo psicológico de emergência que foi criado após o incidente. Um enorme sofrimento sobreveio de uma só vez a muitos compatriotas.
O rabino Abraham Heschel dizia que “nossa compreensão da profundidade do sofrimento é comparável ao que é capaz de perceber uma mariposa voando sobre o Grand Canyon”. Será isso mesmo? O que compreendemos a respeito do sofrimento? Como o amor cristão nos conduz em tempos de profunda dor? A fé cristã nos ensina a respeito, nos educa a alma?

Lembro-me da pergunta de Jesus a seus discípulos: “Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?’ (Mt.20.22). Me parece que Jesus, ao reconhecer nossa falta de noção, nos faz essa pergunta-convite, a fim de que prestemos atenção para o quanto nossos desejos adoecidos tomam lugar da realidade. Nossa insensibilidade nos faz pedir coisas inadequadas, sem perceber o que acontece ao nosso redor. Nem percebemos que na busca de nosso conforto, de reconhecimentos, ignoramos o que se passa com nosso próximo. O que de fato está acontecendo? Somos atraídos por ilusões, apegados a muletas emocionais (onde nos apoiamos em coisas como dinheiro, suposto poder, suposto saber, etc.).

A pergunta de Jesus ecoa, chegando até nós hoje. E aí aproveito o comentário de Henri Nouwen a respeito desse texto: “Beber o cálice não é simplesmente nos adaptar a uma situação ruim ou tentar usá-la o melhor que pudermos. É uma forma de viver com esperança, coragem e confiança. Isso significa ficar de pé com a cabeça erguida, solidamente enraizado no conhecimento de quem somos, encarar a realidade que nos rodeia e responder a ela com nossos corações”. Sim, talvez atentar para a razão das nossas lágrimas seja uma forma de nos conhecermos melhor. Inclusive, perceber como o evangelho nos transforma, aprofundar como o evangelho nos faz solidários, arranca medos e desconfianças a fim de que o amor ganhe mais espaço dentro de nós, então, vamos aprendendo mais a respeito de estender as mãos para acolher do que agredir, mais sobre abraçar do que competir, mais sobre respeitar do que caluniar, mais sobre chorar com os que choram do que tripudiar em cima das dores do próximo, celebrar com os que se alegram do que invejá-los, e por aí vai.

Vivemos assustados, tentando nos proteger continuamente, correndo atrás do vento, nos apegando a desejos infantis. A dor pouco nos comove, ou, nos perturba intensamente, porém, apenas por alguns instantes e logo nos dispersamos nos muitos afazeres e estímulos que nos cercam.
A necessidade imperiosa de nos distrairmos, fugirmos do tédio, da tristeza, corrermos para o divertimento e prazeres, não termos contato com a dura realidade de muitos que nos cercam denúncia que nossas lágrimas acabam sendo somente por nós mesmos.

“Não deem espaço para o ego à custa da sua alma” (I Pe 2.11 – “A Mensagem”).

Fonte: http://ultimato.com.br/