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terça-feira, 19 de abril de 2011

Jesus, o Salvador

"Ele se tornou a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem." [Hebreus 5.9, NTLH]

O desejo de ser salvo deveria ser o maior anseio do ser humano. Só não é quando a pessoa não está ciente da perdição eterna ou quando não leva tal condição a sério.
A salvação é uma só e torna perfeitamente possível o rompimento da condenação eterna, da morte eterna, do fogo eterno (Jd 7), da vergonha eterna (Dn 12.2), do abismo eterno, da destruição eterna (2Ts 1.9), do juízo eterno (Hb 6.2), das algemas eternas (Jd 6), do castigo eterno (Mt 25.16), da ira eterna, das penas eternas.

A posse da salvação modifica profundamente a condição atual e futura do pecador. Todas as desgraças eternas se transformam em vida eterna, que começa agora e não depois da morte. João usa o tempo certo: “Quem crê no Filho tem (no presente e não no futuro) a vida eterna” (Jo 3.36).

A expressão “vida eterna” contrasta com “morte eterna” e aparece quase cinquenta vezes no Novo Testamento, especialmente nos escritos de João. Ela pode ser sinônimo de “redenção eterna” (Hb 9.12) e de “salvação eterna” (Hb 5.9).

Estou absolutamente seguro da minha salvação eterna por meio de Jesus!

Retirado de Refeições Diárias com Jesus (Editora Ultimato, 2010)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma revelação de amor

"Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores." [Romanos 5.8]

Como crer no amor de Deus quando parece haver tantas evidências em contrário? O apóstolo Paulo declara em Romanos 5 duas razões principais pelas quais podemos estar seguros de que Deus nos ama. A primeira é que ele “derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” (v. 5). A segunda é que “Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (v. 8). Então, como podemos duvidar do amor de Deus? Muitas vezes ficamos perplexos com as tragédias da vida. Mas Deus tem provado o seu amor para conosco por meio da morte de seu Filho e o derramado em nosso coração por meio do dom do Espírito. De maneira objetiva na história e de modo subjetivo na experiência, Deus nos tem dado boas razões para crermos em seu amor. A integração do ministério histórico do Filho de Deus (na cruz) com o ministério contemporâneo de seu Espírito (em nosso coração) é uma das características mais benéficas e prazerosas do evangelho.

O que a Bíblia faz não é resolver o problema do sofrimento, mas dar-nos a perspectiva correta a partir da qual enxergá-lo. Assim, sempre que estivermos dilacerados pela angústia, podemos escalar o monte Calvário e, daquele mirante único e privilegiado, examinar cuidadosamente as calamidades da vida. O que torna o sofrimento insuportável não é tanto a dor que o acompanha, mas o sentimento de que Deus não se importa.

Nós o imaginamos se espreguiçando em uma poltrona no céu, indiferente aos sofrimentos do mundo. É essa caricatura caluniosa de Deus que a cruz quebra em pedaços. Devemos vê-lo não em uma poltrona confortável, mas na cruz. Pois o Deus que permite que soframos sofreu uma vez em Jesus Cristo e continua a sofrer hoje conosco. Há ainda uma marca de dúvida sobre o sofrimento humano, mas sobre ela nós colocamos ousadamente uma outra marca — a cruz de Cristo.

Para saber mais: Romanos 8.28-39

Retirado de A Bíblia Toda o Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)

domingo, 3 de abril de 2011

Louvar a Deus é uma atitude do coração

Por: Ronaldo Lidório

É comum observar que alguns que muito tem, com abundância e mais do que precisam, por vezes permanecem em contínuo murmúrio pelo que julgam ainda lhes faltar. Nada lhes é suficiente. Outros, mesmo tendo pouquíssimo, o pouco que tem lhes basta para encher o coração de louvor e agradecimento a Deus.

Isto nos leva a uma percepção bíblica de que o louvor não é definido pelas circunstâncias da vida, mas pela atitude do coração.

O Salmo 34 é um convite ao louvor e à maturidade espiritual. Nele o salmista manifesta o seu compromisso de louvar ao Senhor em “todo o tempo”(v.1).

Louvar ao Senhor ao ganhar o que se desejou, ao ter o pedido atendido ou ao ser surpreendido por uma ótima notícia não exige nada especial do nosso coração. A proposta bíblica, porém, é bem mais ampla: é louvar a Deus em “todo o tempo”, no dia bom e também no dia mau, em plena saúde e nos dias de enfermidade, quando aplaudido ou quando criticado, ao receber uma resposta positiva do Senhor ou quando Ele nos fecha um caminho que desejávamos seguir.

Louvar a Deus em “todo o tempo” implica em reconhecer que todos os planos do Senhor são planos de amor. Que, de fato, todas as coisas cooperam, de alguma forma que pouco compreendemos, para o bem dos que sinceramente amam a Deus, e isto nos basta. Louvar a Deus em “todo o tempo” implica também em reconhecer que as circunstâncias da vida, mesmo as mais difíceis, possuem algum motivo de louvor.

Neste salmo não encontramos um cenário de perfeição que nos leva ao louvor, mas um louvor que é proferido na realidade da vida que possui seus desafios realistas e constantes. Os versos 4, 5 e 6 nos falam sobre temores, angústicas e prisões. O verso 8 nos leva, entretanto, ao reconhecimento de que além das cores que pintam o presente cenário da nossa vida, Ele é bom. Somos conduzidos não apenas a compreender a Sua bondade, mas a experimentá-la: “provai e vede que o Senhor é bom”! Deus não é apresentado como aquele que realiza atos de bondade, mas como aquele que é bom em sua essência. É da natureza de Deus ser bom.

Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por angústias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença está na atitude do coração.

O louvor a Deus combate também a ansiedade da alma.Depressões, ansiedades, fobias e temores são as enfermidades do nosso século. Jamais tantos medicamentos foram produzidos e consumidos para estes problemas emocionais como hoje. Neste salmo vemos que, ao lidar com o louvor, pacificamos também nossos corações. No verso 1 ele nos fala sobre a alegria, no 2 sobre a libertação de nossos temores e no 5 da libertação das nossas angústias. Louvar a Deus alegra o coração do Pai e também pacifica a nossa alma, uma vez que reconheço que minha vida está nas mãos daquele que, em todas as coisas, é bom.

Em 1873 um navio francês, o Ville de Havre, seguia da costa leste americana para a Europa. Entre os passageiros encontravam-se a senhora Spafford e seus quatro filhos, esposa de um cristão piedoso, jovem advogado de Chicago. Nesta viagem o navio sofre um acidente e vem a naufragar, morrendo quase todos os tripulantes. Dias de desespero se seguem com a ausência de notícias para as famílias dos desaparecidos em alto mar. Finalmente o senhor Spafford recebe um telegrama comunicando que sua esposa foi encontrada ainda com vida, mas estava só. A mensagem sobre a perda de seus quatro filhos lhe aflige a alma. Ele chora e lamenta. Depois senta-se e escreve a letra de um hino que se tornaria conhecido em todo o mundo: “It is well with my soul” (Está bem a minha alma), conhecido como “Sou feliz com Jesus”. Nele ele diz:

Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh, seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou


O louvor a Deus não é definido pelos marcadores da nossa história,mas sim pela bondade do Senhor que vai além das linhas do horizonte do entendimento da vida. Louvar a Deus é reconhecer que a Sua bondade será sempre maior do que qualquer tragédia que possa se abater sobre nossa existência. É cantar a Sua bondade nos dias de luz e alegria, e não deixar de fazê-lo nos dias de neblina forte e cores cinzas. Sua bondade é maior que a vida.

Um dia, em luz plena e eterna, cantaremos a Sua bondade, em “todo o tempo”. Não precisaremos de fatos da vida para fazê-lo. A Sua presença nos bastará.