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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não quero ser misericordioso só comigo!

A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou ser tão misericordioso com os outros como tenho sido comigo mesmo. Todos temos a mesma natureza pecaminosa. Todos carregamos a mesma bagagem pecaminosa. Deixarei de condenar os outros e perdoar a mim mesmo. Porei um fim nessa tendência de buscar atenuantes para o meu pecado e agravantes para o pecado alheio. Farei isso não para diminuir o peso do meu pecado ou o peso do pecado do outro. Colocarei o dedo em riste para ele e para mim. Enaltecerei a graça de Deus para mim e para ele. Afinal, os dois salmos exatamente iguais (Salmos 14 e 53) dizem: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam”.

Devo essa mudança não só à Palavra e não só ao Espírito. Tenho lido alguns depoimentos que me abriram os olhos. Sêneca, contemporâneo de Jesus e conselheiro de Nero, dizia que todos somos perversos: “O que um reprova no outro, ele o achará em seu próprio peito, [pois] vivemos entre perversos, sendo nós mesmos perversos”. O moralista inglês Samuel Johnson, autor de “A Vaidade dos Desejos Humanos” (1749), explicou que “cada qual sabe de si mesmo o que ele não ousa contar ao seu mais íntimo amigo”.

Uma das declarações mais enfáticas sobre o assunto é da lavra do escritor americano William Saroyan: “O homem mau deve ser perdoado todos os dias. Deve ser amado porque alguma coisa de cada um de nós está no pior homem do mundo e alguma coisa dele está em cada um de nós. Ele e nós somos ele. Nenhum de nós é separado de qualquer outro. A prece do camponês é minha prece; o crime do assassino é o meu crime”.

O médico francês Maurice Fleury confessa: “Depois de percorrer todos os escaninhos da alma humana, cheguei a uma conclusão: tenhamos piedade uns dos outros”. Já o escritor sérvio Vidosav Stevanovic faz bem em lembrar que “o mal, como o bem, faz parte da condição humana. [Portanto], antes de combater o mal nos demais, cada um deve combatê-lo no interior de si mesmo”.

O esforço que estou resolvido a fazer de hoje em diante é uma consequência natural daquele conselho de Jesus de remover primeiro a viga que está em meu próprio olho para, depois, remover o pequeno cisco que está no olho dos outros (Mt 7.1-5). Já que preciso de mais misericórdia do que quem tem o cisco, por que perder a paciência com o próximo? Por que cobrar mais dele do que de mim? Por que não perdoar, se eu fui perdoado? Que o Senhor me ajude!

Fonte: Ultimato

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Consolidação: na direção de Deus

O Ministério da Consolidação têm sido instrumento de Deus no acolhimento daqueles que estão iniciando a sua caminhada com o Senhor. Esse é o nosso trabalho e o de toda a Igreja!

Mensalmente realizamos o “Culto de Integração”, que, como o nome já diz, serve para integrar aqueles que ainda se sentem um “peixe fora d’água” dentro da Igreja (tanto novos convertidos ou pessoas que já possuem uma trajetória com Deus).

Nos últimos 03 Cultos fizemos algo muito especial, com a direção de Deus. Identificamos a necessidade de tornar a reunião mais atrativa para o novo convertido, afim de que se sinta motivado a participar, interagir, contar experiências, etc. Oramos ao Senhor nesse sentido e decidimos trabalhar sob temas específicos em cada culto. Os últimos temas foram esses:

- Dia 21/08/2010, “Eu e você andando juntos: a celebração da Amizade!” (preleção: Pb. Carlos, AD Bonsucesso)
- Dia 02/10/2010, “Vidas Transformadas” (preleção: Mis. Simone, AD Penha)
- Dia 06/11/2010, “IDE: Muito mais do que apenas ir...” (preleção: irmão Anderson, AD Madureira)

Temos visto uma cooperação maior e a mão de Deus sempre estendida em todos os detalhes e preparativos! A caminhada não é fácil (na realidade, ninguém prometeu que seria!), mas a certeza de que estamos fazendo a vontade do Pai e sendo aprovados por Ele, vale qualquer esforço!

Convidamos você a fazer parte dessa história, que escrevemos a cada dia, a cada oração, a cada mão estendida, a cada abraço. O ano de 2010 está terminando e já estamos pensando nas reuniões e projetos que virão em 2011. Nos ajude em oração, junte-se a nós em cada esforço, para que a obra não seja pesada a ninguém.

Que o Senhor vos abençoe!

>> Acesse a nossa Galeria e veja fotos dos Cultos!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não preciso de Templo

Por: Pr. Olavo Feijó

"Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação?" [2 Samuel 7:5]

Certo dia, depois de admirar o palácio em que vivia, em contraste com a tenda simples, onde ficava a Arca do Senhor, Davi tomou uma nobre decisão: vou construir um grande templo para Jeová. Para a surpresa do rei, o Senhor mandou, através do profeta Natã, o seguinte recado: “Diga ao meu servo Davi que não faça um templo para eu morar!” (II Samuel 7:5).

Construir grandes templos tem sido, na verdade, não uma necessidade do Senhor, mas uma preocupação daqueles que dizem que O adoram. Em vários textos, a Bíblia afirma que o Senhor “não habita em casas feitas por mãos humanas”. O tamanho e a suntuosidade dos templos refletem a vaidade e a necessidade de poder dos líderes religiosos que administram os templos.

Se o Senhor não precisa de santuários para morar, então onde é que Ele habita? O Apóstolo Paulo responde: “O vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós”. De igual modo, o “sacrifício”, para Deus, é o “coração quebrantado e contrito”. Conclui-se, então, que o templo em que o Senhor quer habitar é o nosso corpo, o nosso coração. Em outras palavras, o corpo e a alma do cristão constituem a morada do Senhor.

Com tanta responsabilidade, é de se entender a oração do Salmista: “criar em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito estável”. Lembremo-nos da instrução do Senhor: “não faça um templo para eu morar!” 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Posição errada

"Cuidado para não serem levados pelos erros de pessoas imorais [...]. Porém continuem a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor." [2 Pedro 3.17-18]

Somos de Cristo. Esta é uma posição absolutamente segura. Marca o fim do que era velho e o início do que é novo (2Co 5.17). Deus “nos libertou do poder da escuridão e nos trouxe em segurança para o Reino do seu Filho amado” (Cl 1.13). Por termos recebido a Cristo e crido nele, ganhamos o direito de nos tornarmos filhos de Deus (Jo 1.12). “E herdaremos as bênçãos que ele guarda para o seu povo e também herdaremos com Cristo o que Deus tem guardado para ele” (Rm 8.17).

A posição é tão segura e maravilhosa, que em todo o universo não há nada que “pode nos separar do amor de Deus, que por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor: nem a morte nem a vida, nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais: nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo” (Rm 8.38-39). Perder esta posição é perder o que há de mais seguro em nossas vidas, a única bagagem que nos acompanha na morte. É jogar fora o que há de mais precioso e causa maior honra em toda a nossa existência humana.

Pedro nos faz ainda uma última exortação: é preciso tomar cuidado para não cair de nossa posição segura nem deixar de crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Retirada de Devocionais Para Todas as Estações (Editora Ultimato, 2009).