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terça-feira, 15 de junho de 2010

Aflitos estamos à Tua procura

Por: Sérgio Assumpção

Leia Lucas 2.48

Os pais de Jesus iam anualmente à Festa da Páscoa. Doze anos indo à mesma festa com Jesus. A parte do versículo 42 de Lucas 2 diz: “subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.” Esta é a questão. Eles tinham o hábito de subir. Nos dias de hoje, muita gente vai aos templos, mas apenas pelo costume, não vão para adorar a Deus e ouvir a Sua Palavra. O hábito deixou a vida mecânica. As coisas são feitas no automático.

Quando a vida com Deus se torna um costume, se perde a sensibilidade da sua voz. O v.43 diz: “Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem.” José e Maria perderam Jesus. As pessoas hoje, perdem facilmente a pessoa de Jesus. O costume pode te levar aos cultos, mas não à presença de Deus. Para a presença de Deus, somente um coração sincero com o desejo de adorá-lo. O que fazer? Procurar Jesus aonde você perdeu.

O perigo está no fato de que pessoas perderam Jesus, mas ainda não se aperceberem disto, por causa dos hábitos religiosos. Foi assim com Sansão. A presença de Deus tinha saído dele, que não se deu conta. O texto de Juízes 16.20 diz: “E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tendo ele despertado do seu sono, disse consigo mesmo: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei; porque ele não sabia ainda que já o Senhor se tinha retirado dele.”

Estar na igreja não significa estar com Deus. Os pais de Jesus voltaram para procurá-lo. Esta deve ser a nossa atitude: voltar e procurá-lo. Foram três dias de procura. Quanto tempo você está procurando Jesus? O v. 48 diz: “Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura.”

Quando achamos a presença de Jesus, ficamos maravilhados! É a presença de Deus que nos traz prazer de viver. Mas Maria perguntou: “Filho, por que fizeste assim conosco?” Mas não foi Jesus que a deixou, foi ela que o perdeu. Fazemos assim também, colocamos a culpa numa série de situações por ter perdido Jesus. Colocamos a culpa até em Deus, ou mesmo em pessoas.

O que será da nossa vida sem a presença de Deus? Que você esteja aflito pela distância de Deus, e o procure o mais rápido possível, pois em Oséias 5.15 diz: “Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face: estando eles angustiados, cedo me buscarão...”

Nota: Resumo da mensagem pregada no dia 13/06/10 na Assembléia de Deus em Bonsucesso (RJ).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por fora e por dentro

Se, porventura, o sumo sacerdote, dentro do Santo dos santos, no Dia da Expiação, levantasse a tampa da Arca da Aliança para ver as duas tábuas de pedra que continham os Dez Mandamentos, o vaso de ouro que continha o maná e o bordão de Arão que havia florescido -- ele veria que aquela arca sagrada era revestida de ouro puro não só por fora, mas também por dentro. Por ordem de Deus, foi exatamente assim que Bezalel, o superdotado artífice do tabernáculo a fez, como se lê no livro de Êxodo: Bezalel fez a arca de 1,10 metro de comprimento e 70 centímetros de largura e altura e “revestiu-a de ouro puro por dentro e por fora” (Êx 37.2).

Se, muitos anos depois, no tempo de Jesus, alguém fosse à casa de algum membro do partido dos fariseus, em Jerusalém, e pedisse um copo d’água e um prato de comida, logo perderia a sede e a fome. Pois o copo e o prato que estavam reluzentes na cristaleira achavam-se limpos por fora e sujos por dentro. A denúncia não é de nenhum guarda da saúde pública, mas do próprio Jesus Cristo, e a preocupação não é com a limpeza de copos e pratos, mas com a limpeza do caráter. Os fariseus eram artífices da hipocrisia, eram sepulcros caiados, “bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23.25-28).

Jesus teve muito mais paciência com mulheres de conduta sexual confusa do que com qualquer exibição de virtude ou sentimento inexistentes. Ele chegou a amaldiçoar uma figueira por causa de sua aparência enganosa: tudo indicava que a árvore tinha frutos, quando, de fato, nenhum figo foi achado nem colhido (Mc 11.12-14).

O juízo de Deus é muito mais frequente e severo quando o pecado se chama hipocrisia. O escritor Josué Montello acertou em cheio quando disse que “todos temos duas personalidades: a verdadeira e a social, que nem sempre rimam uma com a outra”. Quando a rima não acontece, Deus certamente provocará o escândalo necessário, ou no presente momento (o que é muito melhor) ou no juízo vindouro (o que será irreversivelmente trágico). Foi isso que ele prometeu fazer com Israel na época de Manassés (696 a.C.): “Limparei Jerusalém como se limpa um prato, lavando-o e virando-o de cabeça para baixo” (2Rs 21.13). Em outra expressão equivalente, Deus ameaça a grande cidade de Nínive: “Vou levantar o seu vestido até a altura do seu rosto. Mostrarei às nações a sua nudez e aos reinos, as suas vergonhas” (Na 3.5).

O livro de Provérbios denuncia a estratégia de ocultar o coração mau com lábios amistosos. Seria como colocar uma camada de esmalte sobre um vaso de barro (Pv 26.23). Nosso modelo deve ser a Arca da Aliança, revestida de ouro puro tanto por fora como por dentro!

Fonte: Ultimato

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sobre a preocupação

Deus lhe oferece exatamente isso: a possibilidade de uma vida livre da ansiedade. Não menos preocupação, mas nenhuma preocupação. Ele criou um abrigo para o seu coração. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

A preocupação não muda nada. Você não acrescenta um dia à sua vida ou um pouco de vida ao seu dia ficando preocupado. Sua ansiedade só lhe causa mal-estar, nada mais. A respeito das coisas que nos preocupamos:

40% nunca acontecem
30% relacionam-se a feitos imutáveis do passado
12% concentram-se em opiniões dos outros que não podem ser controladas
10% estão centradas na saúde pessoal, que só piora enquanto nos preocupamos
8% estão ligadas a problemas reais que podemos influenciar

Noventa e dois por cento de nossas preocupações são desnecessárias! A preocupação não só é irrelevante, e nada faz; ela também é falta de reverência, falta de confiança em Deus.

A preocupação denuncia uma fé frágil, uma “blasfêmia inconsciente”. Não duvidamos de Deus de modo intencional, mas, quando nos preocupamos, não o fazemos essencialmente?

Em vez de preocupar-se com algo, ore.

A preocupação diminui à medida que olhamos para cima. Deus sabe o que pode acontecer nesta jornada, e quer nos levar ao lar.

Ore por tudo.

Orações confiantes prenunciam a paz de Deus. Não uma paz aleatória, nebulosa, terrena, mas a paz dEle. Importada do céu. A mesma tranqüilidade que marca a sala do trono, Deus oferece a você.

Preocupar-se é uma alternativa, não uma obrigação.

Fonte: “Quem tem sede venha”, Max Lucado, CPAD (págs. 96 a 101)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os impactos do tabagismo na saúde e no bolso

As informações divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), neste Dia Mundial Sem Tabaco (31/5), são uma importante fonte de argumentos para um diálogo com aqueles que rodeiam os cristãos no seu dia-a-dia sobre os efeitos nocivos do cigarro na vida das pessoas, especialmente as mulheres. Por exemplo, O INCA enfatiza que "o tabagismo pesa no bolso das brasileiras. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2008) do IBGE revela que as mulheres gastam por mês, em média, 12% de um salário mínimo com cigarros industrializados. O estudo ITC Brasil (International Tobacco Control) - que entrevistou mulheres do Rio, São Paulo e Porto Alegre, e foi lançado em outubro de 2009 - mostra que cerca de 80% das fumantes entrevistadas declararam saber que o dinheiro destinado ao cigarro poderia ser mais bem utilizado com gastos domésticos, como por exemplo, a compra de alimentos".

Impactos do tabagismo para a Saúde da Mulher, segundo o INCA:

1. "Segundo o Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, tabaco e pobreza formam um ciclo vicioso e representam um entrave ao desenvolvimento sustentável dos países. Os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, estão entre a população menos escolarizada (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (19,9%), incluída a população que ganha até um quarto de salário mínimo";

2. "Mulheres que fumam e tomam pílula têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam e utilizam a pílula para o controle da natalidade. Além disso, as fumantes têm 22% mais probabilidade de ter um acidente vascular cerebral (AVC). Os dados são do Manual do Dia Mundial sem Tabaco 2010, produzido pelo INCA";

3. "O câncer de pulmão já é o segundo tipo de neoplasia que mais mata as mulheres no Brasil, depois dos tumores de mama. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) informam que 7.435 brasileiras morreram em 2008 em decorrência da doença. Em 2000, a taxa de mortalidade decorrente de câncer de pulmão era de 5,97 óbitos a cada cem mil mulheres; em 2007 chegou a 7,15 - um aumento de 20%. Já a taxa de mortalidade entre os homens se mantém no patamar de 16 óbitos a cem mil homens ao longo de todo o período";

4. "Grande parte da população feminina do mundo, inclusive no Brasil, responde pelo sustento familiar e enfrenta duplas jornadas de trabalho. Essas pesquisas comprovam que muitas mulheres, vítimas de distúrbios de humor, ansiedade e solidão, encontram alívio no cigarro";

5. "Na pesquisa do ITC, cerca de 50% das brasileiras entrevistadas afirmaram que seria “muito difícil” ou “extremamente difícil” ficar sem fumar durante um dia inteiro. No Brasil, a região Sul, onde se encontram as indústrias do tabaco, apresenta a maior proporção de fumantes (15,9%)";

6. "Mulheres que fumam durante a gravidez, conforme explica a coordenadora da Divisão de Tabagismo do INCA, Valéria Oliveira, colocam em risco tanto a própria saúde, quanto a do bebê: “Um único cigarro fumado pela gestante aumenta os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular”, explica Oliveira. Se a gestante persistir fumando, o risco pode se agravar, resultando em sangramentos ou até mesmo na morte do bebê";

7. "Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade";

8. "Mulheres fumantes que não usam pílula anticoncepcional têm a taxa de fertilidade reduzida em 18% em razão do efeito causado pelas taxas de concentração de nicotina no ovário";

9. "Mulheres que fumam antes da gravidez têm duas vezes mais probabilidade de ter um atraso no processo da concepção e têm 30% mais chances de infertilidade";

10. "Fumar durante a gravidez compromete a saúde do bebê. O cigarro pode causar abortos espontâneos, nascimentos prematuros. Mortes fetais, complicações com a placenta e sangramentos ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida é fumante".

Fonte: INCA / Agência Soma