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quarta-feira, 9 de março de 2011

Evangélicos cobram providências do governo sobre assassinato de cristão no Paquistão

A Aliança Evangélica Mundial divulgou nesta quarta-feira, 2, uma nota de repúdio ao cruel assassinato do ministro paquistanês para assuntos relacionados a minorias religiosas daquele país, Shahbaz Bhatti, apelando às autoridades governamentais que punam os responsáveis pelo crime.

O secretário geral da entidade, Geoff Tunnicliffe, afirmou ainda que “o mundo perdeu um campeão da defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos”. Disse também que a Aliança reconhece o valor da iniciativa do presidente paquistanês, Asif Ali Zardari de criação do Ministério para defender as minorias e a nomeação de um ministro de uma comunidade de minoria religiosa. Ele elogia o fato do presidente ter condenado energicamente a ação dos assassinos de Bhatti. Mas, segundo o dirigente, o governo do Paquistão deve homenagear o trabalho pioneiro do Ministro e sua memória, “garantindo a rápida nomeação de outro defensor das minorias, para construir em cima de tudo o que ele realizou”.

Ministro Bhatti era o único cristão no primeiro escalão do governo paquistanês. Ele foi um crítico da Lei da Blasfêmia e trabalhava pelo seu fim. Segundo ele, a lei da blasfêmia, que prevê a pena de morte para quem ofenda o islã, era usada para perseguir minorias religiosas.

Bilhete deixado pelos assassinos rotularam o ministro como um dos "infiéis cristãos", inclusive citando sua oposição à Lei da Blasfêmia como motivo de seu assassinato.

O fato ressalta o perigo que as minorias religiosas no Paquistão estão enfrentando em decorrência desta Lei e a cultura de animosidade que ela promove no país.

Fonte: Agência Soma

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal e a Palavra de Deus

Por Lenildo Medeiros

Convincente, forte, completa, eloqüente. O Natal é a Palavra definitiva de Deus ao mundo, dita numa forma mais que audível... ou mais que legível... Na verdade, comunicada de maneira totalmente perceptível a quem quiser entender, pois em forma humana, com o nascimento de Jesus para nossa salvação. Como diz a Bíblia, “e o Verbo (a Palavra) se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

Jesus é a completa revelação de Deus ao homem. Como confirmam as Escrituras: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1,2). Na manjedoura, naquele estábulo, além da mensagem sobre a importância da humildade e da simplicidade, e além do ensino de que o poder não depende de aparências, estava sendo pregada a mensagem da paz, da vida, do amor, da justiça e da alegria verdadeiras e eternas, a mensagem do Reino de Deus.

Quando Jesus nasceu, sua missão já estava definida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). E podemos dizer como no evangelho: “Graças à misericórdia de nosso Deus, o sol nascente das alturas nos visitará” (Lucas 1:78). Pois o significado do Natal está neste novo amanhecer do Altíssimo Deus para todo aquele que crê.

Nos dias de hoje, muitos acham que Natal é apenas dar presentes, quando a família se reúne e o intuito de festejar. Mas, festejar o quê? O que torna o dia 25 de dezembro tão importante em quase todo o mundo? Natal é o nascimento de Jesus Cristo, o amor e a misericórdia de Deus em nossa vida. Jesus veio a este mundo, andou entre as pessoas, operou milagres e ensinou lições preciosas. Mas, sua presença não está limitada ao tempo e, mais de dois mil anos após seu nascimento, ele ainda está em nosso meio, podendo voltar a nascer a cada dia, mas, agora, no coração daquele que crê no Evangelho.

O que dá significado a esta linda festa é que, num tempo em que o homem vivia afastado de Deus e sem liberdade espiritual, nasceu aquele que daria à humanidade a verdadeira Salvação. Jesus é “Deus conosco” para sempre.

Além diso, o nascimento de Jesus é fundamental também porque vivemos em um mundo desigual, de injustiças. De acordo com a Bíblia, toda injustiça é diabólica, apesar de efetivada por estruturas sociais e mãos humanas. E o Filho de Deus se manifestou para “destruir as obras do diabo” (I João 3.8). Jesus veio ao mundo para socorrer os injustiçados e derrotar os injustos. Lá em Belém, quando olhavam aquele menino recém nascido, as pessoas talvez não soubessem que, um dia, ele seria crucificado. Mas sabiam que Deus usaria o menino para o nosso bem.

Aqueles que sabem o verdadeiro significado do Natal costumam lembrar do livro de Isaías, capítulo 61, versos 1 a 3, onde há uma profecia do nascimento do Messias e sua missão, que diz assim:

“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de alegria em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado.”

E podemos crer que o Espírito do Senhor Deus também está sobre cada um de nós, e que ele nos enviou e ungiu para pregar as boas novas, para curar os quebrantados de coração e consolar os que choram. Porque Jesus disse aos discípulos, em João 20:21: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Assim, o presente mais precioso que podemos dar a Jesus nesta data em que se comemora o seu nascimento é uma vida de compromisso total com esta Missão cristã.

Aproveite a época do Natal para ouvir a Palavra de Deus. Aprenda a amar como Jesus amou, a enxergar as pessoas como Ele fez. Jesus se entregou por amor a nós. Sua vida é o incomparável exemplo de compaixão, amor, serviço e fidelidade. Siga os passos de Jesus, que nasceu lá em Belém, mas renasce e revive todas as manhãs nos corações daqueles que o aceitam como Senhor e Salvador de suas vidas.

Fonte: Agência Soma (www.agenciasoma.org.br)

domingo, 18 de julho de 2010

Cartilha para combater o crime de troca de voto por Saúde

Você sabe qual é o primeiro passo para combater a corrupção eleitoral? Segundo a cartilha “Voto não tem preço. Saúde é seu direito!”, lançada no plenário do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, quarta-feira, 7 de julho (dia seguinte ao início da campanha eleitoral para presidente, governador, vices, deputados e senadores nas ruas e na internet), é “conhecer os seus direitos”. A publicação, uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, pretende esclarecer aos eleitores que serviços de saúde não devem ser trocados por voto, afirmando: “Todo cidadão tem direito a ser atendido com ordem e organização, a ter um atendimento com qualidade, a um tratamento humanizado e sem nenhuma discriminação; Todo cidadão deve ter respeitados os seus direitos de paciente; Todo cidadão também tem deveres na hora de buscar atendimento de saúde, como nunca dar informações erradas sobre seu estado de saúde e tratar os profissionais com respeito; Todos devem cumprir o que diz a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde", disponível no site do Ministério da Saúde.

Para ajudar os cidadãos e cidadãs a identificarem eventuais casos de corrupção eleitoral e combatê-los, a cartilha ensina passo-a-passo como denunciar o crime ao Ministério Público da cidade.

"A Lei 9.840, criada a partir de um projeto de lei de iniciativa popular, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por outras entidades brasileiras, determina os casos que se enquadram como compra de votos. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral nasceu justamente dessa luta, quando um milhão de assinaturas de brasileiros e brasileiras possibilitou a votação e aprovação no Congresso Nacional do projeto de lei de iniciativa popular que originou a Lei 9.840".

Leia e compartilhe em sua igreja a cartilha “Voto não tem preço. Saúde é seu direito!”.

Fonte: Agência Soma

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os impactos do tabagismo na saúde e no bolso

As informações divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), neste Dia Mundial Sem Tabaco (31/5), são uma importante fonte de argumentos para um diálogo com aqueles que rodeiam os cristãos no seu dia-a-dia sobre os efeitos nocivos do cigarro na vida das pessoas, especialmente as mulheres. Por exemplo, O INCA enfatiza que "o tabagismo pesa no bolso das brasileiras. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2008) do IBGE revela que as mulheres gastam por mês, em média, 12% de um salário mínimo com cigarros industrializados. O estudo ITC Brasil (International Tobacco Control) - que entrevistou mulheres do Rio, São Paulo e Porto Alegre, e foi lançado em outubro de 2009 - mostra que cerca de 80% das fumantes entrevistadas declararam saber que o dinheiro destinado ao cigarro poderia ser mais bem utilizado com gastos domésticos, como por exemplo, a compra de alimentos".

Impactos do tabagismo para a Saúde da Mulher, segundo o INCA:

1. "Segundo o Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, tabaco e pobreza formam um ciclo vicioso e representam um entrave ao desenvolvimento sustentável dos países. Os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, estão entre a população menos escolarizada (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (19,9%), incluída a população que ganha até um quarto de salário mínimo";

2. "Mulheres que fumam e tomam pílula têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam e utilizam a pílula para o controle da natalidade. Além disso, as fumantes têm 22% mais probabilidade de ter um acidente vascular cerebral (AVC). Os dados são do Manual do Dia Mundial sem Tabaco 2010, produzido pelo INCA";

3. "O câncer de pulmão já é o segundo tipo de neoplasia que mais mata as mulheres no Brasil, depois dos tumores de mama. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) informam que 7.435 brasileiras morreram em 2008 em decorrência da doença. Em 2000, a taxa de mortalidade decorrente de câncer de pulmão era de 5,97 óbitos a cada cem mil mulheres; em 2007 chegou a 7,15 - um aumento de 20%. Já a taxa de mortalidade entre os homens se mantém no patamar de 16 óbitos a cem mil homens ao longo de todo o período";

4. "Grande parte da população feminina do mundo, inclusive no Brasil, responde pelo sustento familiar e enfrenta duplas jornadas de trabalho. Essas pesquisas comprovam que muitas mulheres, vítimas de distúrbios de humor, ansiedade e solidão, encontram alívio no cigarro";

5. "Na pesquisa do ITC, cerca de 50% das brasileiras entrevistadas afirmaram que seria “muito difícil” ou “extremamente difícil” ficar sem fumar durante um dia inteiro. No Brasil, a região Sul, onde se encontram as indústrias do tabaco, apresenta a maior proporção de fumantes (15,9%)";

6. "Mulheres que fumam durante a gravidez, conforme explica a coordenadora da Divisão de Tabagismo do INCA, Valéria Oliveira, colocam em risco tanto a própria saúde, quanto a do bebê: “Um único cigarro fumado pela gestante aumenta os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular”, explica Oliveira. Se a gestante persistir fumando, o risco pode se agravar, resultando em sangramentos ou até mesmo na morte do bebê";

7. "Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade";

8. "Mulheres fumantes que não usam pílula anticoncepcional têm a taxa de fertilidade reduzida em 18% em razão do efeito causado pelas taxas de concentração de nicotina no ovário";

9. "Mulheres que fumam antes da gravidez têm duas vezes mais probabilidade de ter um atraso no processo da concepção e têm 30% mais chances de infertilidade";

10. "Fumar durante a gravidez compromete a saúde do bebê. O cigarro pode causar abortos espontâneos, nascimentos prematuros. Mortes fetais, complicações com a placenta e sangramentos ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida é fumante".

Fonte: INCA / Agência Soma

sábado, 22 de maio de 2010

Concurso de contos e poesias sobre a história das Sociedades Bíblicas no mundo

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lança neste mês de maio o Concurso Literário "A História de Mary Jones - O início do movimento das Sociedades Bíblicas", com o objetivo de destacar a vida da jovem galesa que, no século XVIII, inspirou a criação da aliança mundial de organizações de difusão da Bíblia Sagrada. As inscrições estão abertas até o dia 20/8 e os deficientes visuais também podem participar, pois há material específico para eles e um dos objetivos da iniciativa é incentivar a escrita e leitura em braile, além de fomentar a criatividade de todos. A cerimônia de premiação está prevista para o dia 25 de setembro, no Museu da Bíblia, em Barueri (SP). O regulamento completo está no site da SBB.

Para participar, o autor deve ter como texto base o livro "A História de Mary Jones - O Início do movimento das Sociedades Bíblicas", que pode ser adquirido gratuitamente na SBB. O Concurso terá duas categorias: autores com idade igual ou superior a 15 anos e autores com idade de até 14 anos completos (na data da inscrição).

Pessoas com deficiência visual devem se cadastrar no programa “A Bíblia para pessoas com deficiência”, da Sociedade Bíblica do Brasil, por meio do site www.sbb.org.br ou entrar em contato pelo 0800-727-8888. Os demais também podem entrar em contato pelo mesmo telefone. Os inscritos receberão a obra em braile ou impressa em tinta. As inscrições também podem ser feitas pessoalmente ou por correio (endereços no site).

Um pouco da história da jovem Mary Jones

Foi o sonho e a perseverança de Mary Jones – uma menina de apenas 9 anos que lutou para conseguir um exemplar da Bíblia – que lançou, há 200 anos, a semente responsável pelo surgimento da primeira Sociedade Bíblica do mundo. Nascida no País de Gales, no século XVIII, a menina de família pobre viveu em uma época em que os livros – particularmente a Bíblia – eram difíceis de serem encontrados e muito caros.

Disposta a qualquer sacrifício, Mary Jones trabalhou duro, economizou dinheiro por seis anos e ainda fez uma exaustiva viagem a pé de quase 40 quilômetros para atingir a sua meta. Sensibilizado com a experiência da menina, um grupo de cristãos ingleses decidiu fazer algo de concreto para tornar a Bíblia acessível a todos os povos. Assim, em 1804, na Inglaterra, foi fundada a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, dando origem a uma obra que se ampliou e ganhou alcance mundial.

A SBB faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial fundada em 1946 com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU congregam 145 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil / Agência Soma

sábado, 24 de abril de 2010

Estatísticas atualizadas do desafio missionário indígena no Brasil

“A Igreja indígena está em franco crescimento, e isto se dá a partir das relações inter-tribais locais, atuação missionária com ênfase no discipulado e treinamento indígena e três fortes movimentos indígenas nacionais. A presença missionária coordena mais de duas centenas de programas e projetos sociais de relevância que minimizam o sofrimento em áreas críticas, sobretudo em educação e saúde, e valorizam a sociedade indígena local”. A boa notícia vem do relatório 2010 Etnias Indígenas Brasileiras, do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB). Mas segundo o estudo, ainda há muito o que fazer: “não há presença missionária em 95 etnias conhecidas, 27 etnias isoladas e 25 a pesquisar, totalizando 147 etnias sem presença missionária”.

A pesquisa, coordenada pelo antropólogo e pastor Ronaldo Lidório, informa também que “a Igreja Indígena está presente, em diferentes níveis de representação, em 150 etnias, possuindo igreja local com liderança própria em 51 e sem liderança própria em 99. A presença missionária evangélica se encontra em 182 etnias indígenas, representando mais de 30 agências missionárias evangélicas e quase 100 diferentes denominações. Em 165 destas etnias há programas e projetos sociais coordenados por missionários evangélicos. Destas, 92 possuem um programa social ativo, 54 possuem dois programas sociais ativos, e 19 possuem 3 ou mais programas perfazendo 257 programas e projetos com ênfase nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde (assistência básica, primeiros socorros e clínicas médicas), subsistência e sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social)”.

Há 16 seminários e cursos bíblicos no Brasil com ênfase no preparo indígena e três movimentos nacionais de iniciativa e coordenação indígena evangélica: o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI); a Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas (AMEI) e a Associação Indígena de Tradudores Evangélicos (AITE).

O relatório destaca “um movimento nacional com ênfase nos direitos humanos e especial combate ao infanticídio” que foi iniciado pela ATINI – VOZ PELA VIDA, e “aglutinou nos últimos anos apoio e participação de todos os segmentos evangélicos despertando o debate, expondo fatos contundentes e resultando em ações de valorização à vida e apoio a crianças em risco de infanticídio”.

Leia mais sobre o relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010, da AMTB.

Fonte: Agência Soma

sábado, 20 de março de 2010

ONU: Milhões de pessoas saíram das favelas, mas a população destas comunidades aumentou

O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, diz na apresentação do relatório da ONU-Habitat intitulado "A situação das cidades do mundo 2010/2011: Construindo pontes para superar a divisão urbana", lançado na quinta-feira (18/3), que o quadro que surge do estudo descreve dois tipos de cidades. Segundo o líder, "algumas cidades são centros de rápido crescimento industrial e geração de riquezas, o que frequentemente é acompanhado de dejetos danosos e poluição; outras são caracterizadas pela estagnação, decadência urbana e crescente exclusão social e intolerância".

Para Ki-moon, ambos cenários apontam para a necessidade urgente de novas e mais sustentáveis abordagens do desenvolvimento urbano. "Ambos clamam por se tornarem cidades mais verdes, resilientes (capazes de voltar ao estado inicial após a retirada de qualquer pressão) e inclusivas. Com isso, poderão ajudar a combater a deterioração climática e resolver as desigualdades de sempre", afirma.

O relatório traz também uma boa e uma má notícia sobre o problema social e urbano das favelas, relacionado a um dos objetivos do milênio. A boa: nos últimos dez anos, mais de 227 milhões de pessoas no mundo deixaram de viver nestas comunidades sem estrutura básica. A má: mesmo assim, o total da população de favelas cresceu mais 60 milhões de pessoas no mesmo período. Ou seja, saíram 227 e entraram 287 milhões de novos moradores.

Fonte: Agência Soma (www.agenciasoma.org.br)