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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Céu aberto

Céu aberto pode significar um céu sem nuvens, muito ensolarado, claro e bonito. Pode significar também muita chuva, quando Deus abre as comportas do céu e derrama água sobre a terra, como aconteceu na época do dilúvio (Gn 7.11).

Mas quando Jesus disse a Natanael que ele veria “o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1.51), o significado de céu aberto é outro, muito diferente do primeiro. Nesse sentido espiritual, céu aberto significa a ruptura daquele véu que separava o santuário do lugar santíssimo, que separava o homem pecador do Deus santo.

Céu aberto é algo inédito e maravilhoso. É o resultado imediato e visível da expiação realizada pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Quando Jesus derramou a sua alma na morte, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (Mt 27.51), deixando-nos ver o que estava do outro lado, o trono do Deus Altíssimo. Porque o céu está aberto, podemos nos aproximar de Deus pelo novo e vivo caminho aberto por Jesus Cristo (Hb 10.20).

Céu aberto significa proximidade, significa união, significa comunhão. Não há mais separação entre Deus e o homem. Embora ainda envolto em glória e santidade, Deus aparece, Deus se mostra, Deus se apresenta. Embora ainda envolto em fraqueza e pecado, o homem entra no Santo dos Santos para se confessar, para obter perdão, para ser purificado, para alcançar a maturidade e atingir a medida da plenitude de Cristo (Ef 4.13).

Céu aberto significa chuvas de bênçãos, que escorrem de lá para cá de forma contínua, inundando a alma. É o contrário de céu cerrado, de céu sem chuvas, de céu sem bênçãos, em tempo de desobediência e pecado (2 Cr 6.26).

Jacó sonhou com o céu aberto, com uma escada cujo pé estava na terra e cujo topo estava no céu, na qual os anjos subiam e desciam (Gn 28.12). Mas era apenas sonho, nada mais além de sonho. Todavia, no caso de Estêvão, ele veria o céu aberto acordado e não dormindo. Jesus transformou o sonho de Jacó em realidade para todos os que crêem.

>>> Retirado de Pastorais Para o Terceiro Milênio (Editora Ultimato)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sem sentimentos produzidos artificialmente

Alguns escritores usam a palavra caridade para descrever não apenas o amor cristão entre seres humanos, mas também o amor de Deus pelo homem e o amor do homem por Deus. As pessoas muitas vezes ficam preocupadas em relação ao segundo deles, pois somos ordenados a amar Deus. Elas não conseguem descobrir nenhum sentimento desse tipo em si mesmas. Então o que fazer? A resposta continua a mesma. Aja como se você amasse. Não fique aí sentado, tentando fabricar sentimentos artificialmente. Pergunte-se a si mesmo: “Se eu tivesse certeza de que amo a Deus, o que eu faria?”. Quando você descobrir a resposta, vá e faça.

De uma maneira geral, o amor de Deus por nós é um assunto muito mais seguro para se pensar do que o nosso amor por ele.

Ninguém é capaz de cultivar sentimentos de devoção sempre; e, mesmo se fôssemos, é preciso considerar que os sentimentos não são a preocupação principal de Deus. O amor cristão, tanto em relação a Deus quanto em relação ao homem, é uma questão de vontade. Se nós quisermos fazer a vontade dele, teremos de obedecer ao mandamento: “Amarás ao Senhor teu Deus”. Ele nos dará sentimentos de amor se isso for do agrado dele. Nós não somos capazes de criá-los por nós mesmos e não devemos exigi-los por direito. Porém, a grande coisa a lembrar é que, embora os nossos sentimentos sejam inconstantes, seu amor por nós não o é.

Ele não se exaure por causa dos nossos pecados ou da nossa indiferença; consequentemente, o amor de Deus é bastante inflexível em sua determinação de que sejamos curados desses pecados, custe o que custar para nós e para ele.

– de Mere Christianity [Cristianismo Puro e Simples]

>>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, edição de bolso (Editora Ultimato, 2009)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um convite e uma promessa

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” 
[João 7.37]

Na festa dos Tabernáculos Jesus clamou ao povo sedento: “Se alguém tem sede venha a mim e beba, quem crer em mim conforme diz a Escritura, rios de água viva fluirão do seu interior”. Esse convite é dirigido também a você. Há uma sede em seu coração que o dinheiro, o sexo e o poder não podem satisfazer.

Deus colocou a eternidade no seu coração e nada daquilo que é terreno pode satisfazer sua alma. Esse convite é para um relacionamento pessoal com Jesus. Não basta ouvir falar de Jesus, é preciso vir a Jesus. Não basta saber que a água é boa; é preciso beber dessa água. Jesus o convida a crer nele não de acordo com o que dizem os homens, com as suas conveniências, mas como diz a Escritura. Jesus promete uma vida pura, abundante e feliz.

Se agora mesmo você colocar sua confiança em Jesus, terá dentro uma fonte que vai jorrar para a vida eterna. Haverá abundância de paz em sua alma. Haverá uma alegria indizível em seu coração. Haverá uma vida maiúscula à sua disposição. Corra agora mesmo para os braços de Deus e beba da água da vida.

ORE: "Deus de imensa graça, dessedenta a minha alma cansada. Dá o alívio necessário ao meu coração árido! Preciso de teu socorro. Eu quero experimentar da tua água. Em nome de Jesus. Amém.
"