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sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal e a Palavra de Deus

Por Lenildo Medeiros

Convincente, forte, completa, eloqüente. O Natal é a Palavra definitiva de Deus ao mundo, dita numa forma mais que audível... ou mais que legível... Na verdade, comunicada de maneira totalmente perceptível a quem quiser entender, pois em forma humana, com o nascimento de Jesus para nossa salvação. Como diz a Bíblia, “e o Verbo (a Palavra) se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

Jesus é a completa revelação de Deus ao homem. Como confirmam as Escrituras: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1,2). Na manjedoura, naquele estábulo, além da mensagem sobre a importância da humildade e da simplicidade, e além do ensino de que o poder não depende de aparências, estava sendo pregada a mensagem da paz, da vida, do amor, da justiça e da alegria verdadeiras e eternas, a mensagem do Reino de Deus.

Quando Jesus nasceu, sua missão já estava definida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). E podemos dizer como no evangelho: “Graças à misericórdia de nosso Deus, o sol nascente das alturas nos visitará” (Lucas 1:78). Pois o significado do Natal está neste novo amanhecer do Altíssimo Deus para todo aquele que crê.

Nos dias de hoje, muitos acham que Natal é apenas dar presentes, quando a família se reúne e o intuito de festejar. Mas, festejar o quê? O que torna o dia 25 de dezembro tão importante em quase todo o mundo? Natal é o nascimento de Jesus Cristo, o amor e a misericórdia de Deus em nossa vida. Jesus veio a este mundo, andou entre as pessoas, operou milagres e ensinou lições preciosas. Mas, sua presença não está limitada ao tempo e, mais de dois mil anos após seu nascimento, ele ainda está em nosso meio, podendo voltar a nascer a cada dia, mas, agora, no coração daquele que crê no Evangelho.

O que dá significado a esta linda festa é que, num tempo em que o homem vivia afastado de Deus e sem liberdade espiritual, nasceu aquele que daria à humanidade a verdadeira Salvação. Jesus é “Deus conosco” para sempre.

Além diso, o nascimento de Jesus é fundamental também porque vivemos em um mundo desigual, de injustiças. De acordo com a Bíblia, toda injustiça é diabólica, apesar de efetivada por estruturas sociais e mãos humanas. E o Filho de Deus se manifestou para “destruir as obras do diabo” (I João 3.8). Jesus veio ao mundo para socorrer os injustiçados e derrotar os injustos. Lá em Belém, quando olhavam aquele menino recém nascido, as pessoas talvez não soubessem que, um dia, ele seria crucificado. Mas sabiam que Deus usaria o menino para o nosso bem.

Aqueles que sabem o verdadeiro significado do Natal costumam lembrar do livro de Isaías, capítulo 61, versos 1 a 3, onde há uma profecia do nascimento do Messias e sua missão, que diz assim:

“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de alegria em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado.”

E podemos crer que o Espírito do Senhor Deus também está sobre cada um de nós, e que ele nos enviou e ungiu para pregar as boas novas, para curar os quebrantados de coração e consolar os que choram. Porque Jesus disse aos discípulos, em João 20:21: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Assim, o presente mais precioso que podemos dar a Jesus nesta data em que se comemora o seu nascimento é uma vida de compromisso total com esta Missão cristã.

Aproveite a época do Natal para ouvir a Palavra de Deus. Aprenda a amar como Jesus amou, a enxergar as pessoas como Ele fez. Jesus se entregou por amor a nós. Sua vida é o incomparável exemplo de compaixão, amor, serviço e fidelidade. Siga os passos de Jesus, que nasceu lá em Belém, mas renasce e revive todas as manhãs nos corações daqueles que o aceitam como Senhor e Salvador de suas vidas.

Fonte: Agência Soma (www.agenciasoma.org.br)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma palavra fora de uso

Os neopentecostais aposentaram o advérbio “talvez”. E muitos tradicionais estão fazendo o mesmo. É claro que as promessas de Deus são para valer. A questão é que as promessas de Deus são condicionais e nunca se sabe com certeza absoluta se a pessoa que deseja se apropriar de algum favor divino satisfez plenamente a condição imposta. Deus promete perdão e purificação “se confessarmos os nossos pecados” (1 Jo 1.9). Mesmo que o penitente diga que fez a confissão exigida, alguma coisa ainda fica no ar. E se a confissão dele for de boca para fora? Certamente não será perdoado nem purificado. Resta ainda a questão da soberania de Deus, que precisa ser respeitada. Não posso prometer cura a todo doente que, em nome de Jesus, pede para ser curado, porque “havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, o profeta; todavia, nenhum deles foi purificado — somente Naamã, o sírio” (Lc 4.27).

Promessas não cumpridas são uma desmoralização para o evangelho. Promessas irresponsáveis, mirabolantes, sensacionalistas e vulgares são a escola que forma céticos e ateus, e são muitos os que foram diplomados por ela. Quais são os culpados?

É muito prudente recolocar a palavra “talvez” em nosso vocabulário. Isso não significa falta de fé. Ao contrário, significa humildade e submissão. A freqüência do vocábulo em questão nas Escrituras Sagradas é impressionante.

Daniel disse a Nabucodonosor, rei de Babilônia: “Renuncia a teus pecados [...] e à tua maldade e tem compaixão dos necessitados. Talvez, então, continues a viver em paz” (Dn 4.27). O capitão do navio prestes a naufragar entrou na cabine de Jonas e lhe disse: “Levante-se e clame ao seu deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos” (Jn 1.6). Amós apelou a Israel: “Odeiem o mal, amem o bem; estabeleçam a justiça nos tribunais. Talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, tenha misericórdia do remanescente de José” (Am 5.15).

Sofonias fez a mesma exortação de Amós: “Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor” (Sf 2.3). Pedro advertiu a Simão, o Mago, aquele que pretendeu comprar com dinheiro o poder de impor as mãos sobre os outros para receberem o Espírito Santo: “Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração” (At 8.22).

Vamos ter mais respeito com o santo nome de Deus e usar mais o formidável “talvez” em nossas conversas, em nossos atendimentos e em nossas pregações!

Fonte: Ultimato / www.eusoudecristo.com