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domingo, 3 de abril de 2011

Louvar a Deus é uma atitude do coração

Por: Ronaldo Lidório

É comum observar que alguns que muito tem, com abundância e mais do que precisam, por vezes permanecem em contínuo murmúrio pelo que julgam ainda lhes faltar. Nada lhes é suficiente. Outros, mesmo tendo pouquíssimo, o pouco que tem lhes basta para encher o coração de louvor e agradecimento a Deus.

Isto nos leva a uma percepção bíblica de que o louvor não é definido pelas circunstâncias da vida, mas pela atitude do coração.

O Salmo 34 é um convite ao louvor e à maturidade espiritual. Nele o salmista manifesta o seu compromisso de louvar ao Senhor em “todo o tempo”(v.1).

Louvar ao Senhor ao ganhar o que se desejou, ao ter o pedido atendido ou ao ser surpreendido por uma ótima notícia não exige nada especial do nosso coração. A proposta bíblica, porém, é bem mais ampla: é louvar a Deus em “todo o tempo”, no dia bom e também no dia mau, em plena saúde e nos dias de enfermidade, quando aplaudido ou quando criticado, ao receber uma resposta positiva do Senhor ou quando Ele nos fecha um caminho que desejávamos seguir.

Louvar a Deus em “todo o tempo” implica em reconhecer que todos os planos do Senhor são planos de amor. Que, de fato, todas as coisas cooperam, de alguma forma que pouco compreendemos, para o bem dos que sinceramente amam a Deus, e isto nos basta. Louvar a Deus em “todo o tempo” implica também em reconhecer que as circunstâncias da vida, mesmo as mais difíceis, possuem algum motivo de louvor.

Neste salmo não encontramos um cenário de perfeição que nos leva ao louvor, mas um louvor que é proferido na realidade da vida que possui seus desafios realistas e constantes. Os versos 4, 5 e 6 nos falam sobre temores, angústicas e prisões. O verso 8 nos leva, entretanto, ao reconhecimento de que além das cores que pintam o presente cenário da nossa vida, Ele é bom. Somos conduzidos não apenas a compreender a Sua bondade, mas a experimentá-la: “provai e vede que o Senhor é bom”! Deus não é apresentado como aquele que realiza atos de bondade, mas como aquele que é bom em sua essência. É da natureza de Deus ser bom.

Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por angústias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença está na atitude do coração.

O louvor a Deus combate também a ansiedade da alma.Depressões, ansiedades, fobias e temores são as enfermidades do nosso século. Jamais tantos medicamentos foram produzidos e consumidos para estes problemas emocionais como hoje. Neste salmo vemos que, ao lidar com o louvor, pacificamos também nossos corações. No verso 1 ele nos fala sobre a alegria, no 2 sobre a libertação de nossos temores e no 5 da libertação das nossas angústias. Louvar a Deus alegra o coração do Pai e também pacifica a nossa alma, uma vez que reconheço que minha vida está nas mãos daquele que, em todas as coisas, é bom.

Em 1873 um navio francês, o Ville de Havre, seguia da costa leste americana para a Europa. Entre os passageiros encontravam-se a senhora Spafford e seus quatro filhos, esposa de um cristão piedoso, jovem advogado de Chicago. Nesta viagem o navio sofre um acidente e vem a naufragar, morrendo quase todos os tripulantes. Dias de desespero se seguem com a ausência de notícias para as famílias dos desaparecidos em alto mar. Finalmente o senhor Spafford recebe um telegrama comunicando que sua esposa foi encontrada ainda com vida, mas estava só. A mensagem sobre a perda de seus quatro filhos lhe aflige a alma. Ele chora e lamenta. Depois senta-se e escreve a letra de um hino que se tornaria conhecido em todo o mundo: “It is well with my soul” (Está bem a minha alma), conhecido como “Sou feliz com Jesus”. Nele ele diz:

Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh, seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou


O louvor a Deus não é definido pelos marcadores da nossa história,mas sim pela bondade do Senhor que vai além das linhas do horizonte do entendimento da vida. Louvar a Deus é reconhecer que a Sua bondade será sempre maior do que qualquer tragédia que possa se abater sobre nossa existência. É cantar a Sua bondade nos dias de luz e alegria, e não deixar de fazê-lo nos dias de neblina forte e cores cinzas. Sua bondade é maior que a vida.

Um dia, em luz plena e eterna, cantaremos a Sua bondade, em “todo o tempo”. Não precisaremos de fatos da vida para fazê-lo. A Sua presença nos bastará.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não preciso de Templo

Por: Pr. Olavo Feijó

"Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação?" [2 Samuel 7:5]

Certo dia, depois de admirar o palácio em que vivia, em contraste com a tenda simples, onde ficava a Arca do Senhor, Davi tomou uma nobre decisão: vou construir um grande templo para Jeová. Para a surpresa do rei, o Senhor mandou, através do profeta Natã, o seguinte recado: “Diga ao meu servo Davi que não faça um templo para eu morar!” (II Samuel 7:5).

Construir grandes templos tem sido, na verdade, não uma necessidade do Senhor, mas uma preocupação daqueles que dizem que O adoram. Em vários textos, a Bíblia afirma que o Senhor “não habita em casas feitas por mãos humanas”. O tamanho e a suntuosidade dos templos refletem a vaidade e a necessidade de poder dos líderes religiosos que administram os templos.

Se o Senhor não precisa de santuários para morar, então onde é que Ele habita? O Apóstolo Paulo responde: “O vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós”. De igual modo, o “sacrifício”, para Deus, é o “coração quebrantado e contrito”. Conclui-se, então, que o templo em que o Senhor quer habitar é o nosso corpo, o nosso coração. Em outras palavras, o corpo e a alma do cristão constituem a morada do Senhor.

Com tanta responsabilidade, é de se entender a oração do Salmista: “criar em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito estável”. Lembremo-nos da instrução do Senhor: “não faça um templo para eu morar!” 

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Nome de Deus em seu coração

“Torre forte é o nome do SENHOR; para ela correrá o justo e estará em alto retiro.” [Provérbios 18:10] 

Quando você estiver confuso acerca do futuro, vá para o Jeová-Raá, seu atencioso pastor. Quando estiver ansioso quanto às provisões, fale com Jeová Jiré, o Senhor da providência. Está sendo desafiado pelos poderosos? Peça ajuda a Jeová-Shalom, o Senhor é paz. Seu corpo está enfermo? Suas emoções abaladas? Jeová-Rafá, o Senhor que cura, o contempla agora. Você se sente como um soldado encurralado atrás das linhas inimigas? Refugie-se em Jeová-Nissi, o Senhor é a minha bandeira.

Meditar acerca dos nomes de Deus lembrará a você as características do Senhor. Pegue estes nomes e guarde-os em seu coração.

Deus é
O Senhor que guia,
O Senhor que provê,
a voz que na tormenta nos traz a paz,
O médico que cura o doente, e
a bandeira que guia o soldado.

Extraído de “A Grande Casa de Deus”, por Max Lucado. Fonte: http://www.hermeneutica.com/max/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Através do fogo de Deus

Dois discípulos, corações pesados, iam cabisbaixos pelo caminho de Emaús. Estavam sozinhos... ponderando que direção tomar.
Jesus apareceu a eles. Quão doce é a aparição de Jesus na estrada. Quando os discípulos perceberam que era Jesus, este desapareceu. Eles disseram um ao outro: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32)

Você não ama este versículo? Eles souberam que tinham estado com Jesus por causa do fogo dentro deles.

Deus revela a sua vontade, enviando uma tocha a sua alma. Ele deu a Jeremias um ardor por corações endurecidos. Deu a Neemias um ardor pela cidade esquecida. Fez Abraão inflamar por uma terra que nunca vira. Ateou fogo em Isaías com uma visão irresistível. Quarenta anos de pregações infrutíferas não puderam apagar o fogo de Noé. Quarenta anos de deserto foram incapazes de extinguir a paixão de Moisés. Jericó não pôde arrefecer Josué, nem Golias deter Davi. Havia um fogo dentro deles.
Não há um fogo dentro de você? Quer conhecer a vontade de Deus para a sua vida? Então responda: O que lhe incendeia o coração? Órfãos esquecidos? Nações não alcançadas? Missões urbanas? Transculturais?

Preste atenção ao fogo interno. Você tem uma paixão por cantar? Então cante! Você se inquieta por administrar? Então administre. Você sofre pelos doentes? Então trate deles! Você se aflige pelos perdidos? Então oriente-os!

Quando jovem, sentia a chamada para pregar. Inseguro de estar correto em minha interpretação da vontade de Deus para mim, solicitei o conselho de um ministro, a quem admirava. Seu conselho ainda reverbera verdade. “Não pregue”, disse ele, “a menos que tenha de fazê-lo”. Enquanto ponderava em suas palavras, encontrei minha resposta: “Eu tenho de pregar. Se eu não o fizer, o fogo me consumirá”. Que fogo consome você?

Grave bem: Jesus veio para fazer você pegar fogo! Ele passeia como uma tocha, de coração para coração, aquecendo o frio, descongelando o gelo, e avivando as cinzas. Ele é, ao mesmo tempo, um galileu flamejante, e um lume bem-vindo. Ele veio para purgar a infecção, e iluminar-lhe o rumo.

O fogo do seu coração é a luz do seu caminho. Negligencie-o para sua própria perda. Atice-o para o seu próprio deleite. Assopre-o. Avive-o. Alimente-o. Os cépticos duvidarão dele. Mofarão dele aqueles que não o possuem. Porém aqueles que o conhecem – e que conhecem a Jesus – entendê-lo-ão.

Conhecer o Salvador é ser incendiado. Descobrir a chama é descobrir-lhe a vontade. E descobrir-lhe a vontade é acessar um mundo que você nunca viu.

Fonte: “A Grande Casa de Deus” (Capítulo O Estúdio), Max Lucado

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dá-nos discípulos

O Senhor está levantando líderes no Brasil com integridade e com o coração de acordo com o coração de Deus. Um texto me chamou atenção esta semana e gostaria de compartilhar: II Crônicas 22: 10-12. “Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real da casa de Judá. Mas Jeosabeate, filha do rei, tomou a Joás, filho de Acazias e o furtou dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs e à sua ama numa câmara interior; assim, Jeosabeate, filha do rei Jeorão, mulher do sacerdote Joiada e irmã de Acazias, o escondeu de Atalia, e não foi morto.”

Esta é uma história assustadora de uma mulher que manda matar todas as crianças da linhagem real, incluindo seus netos. Atalia fez isto porque queria controlar, mandar, reinar. Precisamos lembrar, enquanto estudamos este texto, um detalhe muito importante, Atalia era filha do rei Acabe (rei de Israel) com Jezabel, e através do seu casamento com o filho mais velho de Jeosafa, ela entra para a realeza de Judá. É difícil pensar o fato de ter a filha de Jezabel infiltrada no meio da casa de Judá. E como a sua mãe, amava o controle e seu ídolo, Baal. Com todos esses assassinatos, Atalia, matou todos os príncipes, possíveis sucessores da coroa, e que mesmo sendo crianças tinham um chamado de serem líderes.

Creio que o inferno age dessa mesma forma, tenta matar aqueles que têm um chamado do Senhor para serem líderes. Aquelas crianças, provavelmente, não tinham idéia do que estava acontecendo, mas, aquela mulher sabia que elas tinham um destino em Deus e precisavam ser mortas. Alguns de vocês lêem este texto talvez se identifiquem com o que estou falando. O inferno tem te perseguido e tentado te matar e você e se pergunta: “Por que Deus? Não passo de uma criança, não sou teólogo ou profeta, sou um bebê, por que tudo está vindo contra mim?”. O inferno sabe que você é descendência real, em Efésios 1:3 a 14, confirmam o seu chamado de ser um príncipe, por isto, a filha de Jezabel quer destruir tanto os jovens e adolescentes no Brasil através do pecado. Matando os herdeiros, como eles poderão reinar? Jesus disse a nós, seus discípulos que maiores obras faríamos, pois, Ele ia para o Pai e nós herdaríamos o chamado Dele, e como o Pai o havia enviado, Ele nos enviaria também.

Somos herdeiros com Cristo, contudo, também herdamos o seu chamado de ser luz e tocar nações. Aleluia!

Tenho visto o espírito de Atalia reinar em muitas Igrejas, líderes que têm medo daqueles mais simples e jovens se tornarem líderes mais fortes e melhores. Então pensam que a melhor coisa a fazer é matá-los enquanto são pequenos, quando ainda estão bebendo leite. Pastores que estão na Igreja, mas, são dominados por esse espírito controlador, e quando descobrem alguém que tem um chamado de Deus para liderança, tratam logo de matar, pois, não querem correr o risco de perder a sua posição de poder. Ouvi um amigo meu falar sobre a síndrome de “Hilander” que se encaixa perfeitamente com o assunto: só pode existir um, então tenho que cortar a cabeça dos outros.

Homens que agem assim precisam lembrar que é Deus quem estabelece. Ninguém vai ser um líder se Deus não levantar, Atalia abriu caminho pela força e por seis anos reinou. Seis é o número do Homem, em outras palavras, querer e conseguir a posição de liderança na força, Deus até permite, porém, só se consegue chegar até um determinado ponto. A liderança conseguida na força da carne não vai muito longe, está com os dias contados. Em meio àquele genocídio de líderes embrionários Deus levanta uma equipe formada por uma ama, um sacerdote e sua esposa, que se prontificaram em salvar um descendente real. O texto diz que a Jeosabeate, tia de Joás (o sobrevivente), juntamente com a ama (aquela que amamenta mesmo não sendo a mãe biológica), o furtaram, ou seja, o arrancaram do meio onde seria morto. Quero chamar esta equipe de equipe apostólica, que foi levantada para esconder, amamentar e treinar líderes e colocá-los em uma posição onde serão estabelecidos.

Suplico a Deus que levante ministérios apostólicos e proféticos no Brasil para esconder estes lideres. Existe um erro grave no meio da Igreja, onde pensamos que os apóstolos são títulos ou uma credencial. Você que lê este texto precisa entender que existe uma carência de verdadeiros apóstolos no meio da Igreja, pois, eles é que têm a graça de esconder e treinar estes líderes, e mais importante, amam liberá-los e vê-los sendo bem sucedidos. Aquela criança, Joás, não tinha entendimento do que estava acontecendo, todavia, Joiada, o sacerdote, sabia muito bem o que estava protegendo, havia uma promessa feita a Davi que não faltaria descendente para reinar em seu lugar e também que da Raiz de Davi viria o Messias. Eles sabiam que estavam do lado da Promessa. Aqueles que são chamados para o ministério apostólico precisam entender que não estão protegendo seu Reino mais o Reino do Rei dos reis. São parceiros de uma promessa que foi feita há muitos anos atrás.

Por: Judson Oliveira

Fonte: Diante do Trono / www.eusoudecristo.com

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Selo e Penhor

“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.” (2 Coríntios 1:22)

Quando fazemos uma viagem (e eu amo viajar), ao colocarmos nossas malas dentro do ônibus, é comum ser colada uma etiqueta em nossa bagagem, para identificar que ela nos pertence. Isso evita que as bagagens sejam trocadas quando o veículo nos entregar em nosso destino.

Cada um de nós, quando nos convertemos a Jesus, fomos também selados pelo Espírito Santo (Ef 1.13). Esta marca espiritual, deixada em nós pelo Espírito, identifica que somos propriedade de Deus. Ninguém pode mexer em nossa vida sem que nosso dono, permita. Isto é Consolador, pois todas as vezes que identificarmos que o adversário tenta destruir nossa fé, sabemos que o Pai está permitindo essa ação e por certo nos dará todos os recursos que precisamos para vence-lo!

A presença do Espírito é também nosso penhor. Quando ficamos com alguma divida, e precisamos pagá-la, deixamos um penhor para a pessoa, para que esta nos dê o prazo necessário para saldarmos nosso débito e reavermos o que é nosso. Cristo deixou uma promessa, de que viria nos buscar para estarmos com Ele (Jo 14.1-3). Enquanto Ele não a cumpre, Ele nos deixou o Espírito como penhor. Por isso, todas as vezes que sentir o Espírito se movendo dentro de você, é como se Jesus lhe dissesse: "Não me esqueci da promessa! Em breve voltarei para te buscar".

Ele não se esqueceu de você! Deus te abençoe!

Pr. Sérgio Fernandes