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domingo, 14 de abril de 2013

Manumissão magnificente

Por: John Piper

“Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Romanos 6.17-18)

Manumissão: alforria legal de um escravo. Manumit: “dar liberdade a um escravo”, do latim manus “mão” + mittere “soltar, enviar etc.”

Somos escravos ou do pecado ou de Deus. Não há uma terceira alternativa. Você pode dar-lhe nomes diferentes. Mas se resume nisto: ou servimos ao pecado, ou servimos a Deus. O pecado reina ou Deus reina. Por isso, Romanos 6 descreve a conversão em termos de uma mudança de senhor de escravo. “Graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado... fostes feitos servos da justiça... Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus” (Rm 6.17-18, 22).

Mas, cuidado! Não leve todas as implicações do servir ao pecado para o servir a Deus. Existem diferenças radicais. Considere estes versículos cruciais de Romanos 6.20-23: “Quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

VELHA ESCRAVIDÃO
O senhor é o pecado (20)
Isentos em relação à justiça (20)
Benefício? Nenhum (21)
O fim? Morte (21)
O senhor paga salário (23)
O salário é a morte (23)

NOVA “ESCRAVIDÃO”
O senhor é Deus (22)
Livres do pecado (22)
Fruto? Santificação (22)
O fim? A vida eterna (22)
O senhor dá dons (23)
O dom é a vida eterna (23)

Existe um contraste radical nos paralelos aqui descritos. Todo o conceito de escravidão, conforme o conhecemos, é transformado quando Deus se torna o “Senhor do escravo”.

O velho senhor do escravo paga salário, mas Deus, por sua vez, concede dom. “O salário do pecado... o dom gratuito de Deus...” Isto é muito importante! Não nos relacionamos com Deus como assalariados. Relacionamo-nos com Ele como recebedores de dom. Nosso “papel como escravo” não é trabalhar para receber salário, e sim andar em submissão onde os dons existem, e isto significa andar pela fé.

Por que Paulo não respondeu sua própria pergunta no versículo 21: “Naquele tempo, que resultado colhestes?” A resposta é que o pecado não produz frutos; ele exige obras e paga salário. Mas, quando nos tornamos “escravos” de Deus, o fruto que obtemos é a santificação, e o “pagamento” de Deus para isso não é um salário, e sim um dom -- a vida eterna.

Portanto, nosso “novo Senhor de escravos” não exige “obras”; Ele produz fruto. Ele não paga salário pelas obras; Ele concede dons em recompensa de seu próprio fruto. E o dom é a vida eterna, enquanto o único salário que um pecador pode receber é a morte. Acautele-se de um relacionamento com Deus que envolva o pagamento de salário. Não existe tal coisa. O “senhor de escravos” nos relacionamentos espirituais que envolvem o pagamento de salário é sempre o pecado; e o salário é sempre a morte.

Em vista desta liberdade (manumissão) magnificente, exorto-o a fazer aquilo que é óbvio: “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13).

Fonte: Devocional “Uma vida voltada para Deus”, de John Piper

[O Ministério da Consolidação está meditando nesse devocional. Quer meditar conosco? Obtenha o seu gratuitamente no linkhttp://consolidacaoadb.blogspot.com.br/p/downloads.html e boa leitura!]

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