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segunda-feira, 10 de maio de 2010

In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas

No essencial, unidade; no secundário, diversidade; em todas as coisas, caridade.
-- Lema dos morávios

Dois jovens morávios souberam que numa ilha no leste da Índia havia 3 mil escravos pertencentes a um ateu britânico. Sem permissão de ir para lá como missionários, eles decidiram se vender como escravos e usar o dinheiro para pagar as passagens para a ilha. No dia da partida, suas famílias estavam reunidas no porto, sabendo que jamais os veriam outra vez. Quando o barco estava se afastando, os dois rapazes gritaram: “Que através das nossas vidas o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa por seu sacrifício”.

A Igreja dos Morávios começou com John Huss no final do século 14 e estabeleceu uma comunidade na Saxônia chamada Herrnhut, onde, no século 17, houve um avivamento a partir de uma reunião de oração ininterrupta, 24 horas por dia, sete dias por semana, que durou 100 anos.

Os primeiros missionários morávios foram um oleiro e um carpinteiro, enviados para o Caribe em 1732. Trinta anos depois, centenas de missionários haviam seguido para muitas partes do mundo, como o Ártico, a África e o Oriente, sustentando-se com suas profissões. Em Labrador, eles compraram navios e ensinaram atividades produtivas ao povo, levando o evangelho e melhoria de vida. No Suriname, atuaram no comércio, criando alfaiatarias, fábricas de relógios e panificadoras. Sua influência econômica crescia juntamente com a influência espiritual.

“A contribuição mais importante dos morávios foi a ênfase na ideia de que todo cristão é um missionário e deve testemunhar por meio de sua vida diária. Se o exemplo dos morávios tivesse sido estudado mais cuidadosamente por outros cristãos, é possível que o homem de negócios pudesse ter retido seu lugar de honra na missão cristã em desenvolvimento, além do pregador, do professor e do médico”, afirmou William Danker.

Por: Enedina Sacramento, casada, seis filhos, é membro do Comitê Gestor da Interserve Brasil-CEM. / Fonte: Ultimato

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