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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Preso por pregar

Pastor é detido na Inglaterra por dizer, em pregação de rua, que a homossexualidade é pecado

Enquanto no Brasil os efeitos de uma eventual aprovação ao Projeto de Lei 122/06 – a chamada Lei Anti-homofobia – rende acaloradas discussões, na Grã-Bretanha já há gente sendo presa por pregar contra o homossexualismo.

Foi isso que aconteceu com Dale McAlpine, pastor batista que disse num sermão em praça pública que o comportamento homossexual é pecado. McAlpine, de 42 anos, costuma pregar na rua, usando uma pequena escada para ficar mais à vista das pessoas. Numa dessas mensagens itinerantes, ele foi detido pela polícia, sob a acusação de causar “intimidação e angústia” aos transeuntes. O fato aconteceu na cidade de Wokington, noroeste da Inglaterra.

McAlpine ficou sete horas retido no distrito policial, episódio que considerou humilhante: “Eu me sinto profundamente chocado e envergonhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço”, protestou o religioso.

A detenção foi realizada pelo agente Sam Adams, que admitiu ser uma espécie de interlocutor entre a polícia e a comunidade gay local. “Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse”. O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O magistrado deu ganho de causa a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender parceiros homoafetivos, alegando que isso seria contra seus princípios cristãos.

Fonte: http://cristianismohoje.com.br/

terça-feira, 6 de julho de 2010

Brasileiros muçulmanos já chegam a um milhão

Faz parte do imaginário popular a ideia de que o povo brasileiro é aberto, acolhedor, livre de preconceitos. Com uma Constituição forte e moderna, pode-se afirmar que no Brasil todos possuem os mesmos direitos e oportunidades, sem distinção de raça, credo ou sexo.

De fato, não há restrições legais para a prática das mais diversas religiões e o preconceito racial, por exemplo, há tempos é punido com rigor.

No entanto, há uma forma sutil de preconceito ou de animosidade que só é perceptível a quem faz parte de determinado grupo e que, na maioria das vezes, não chega a configurar uma violação das leis do país. Em algumas cidades, sobretudo do interior, protestantes e católicos vivem às turras; o mesmo acontece entre cristãos (católicos e protestantes) e espíritas em determinadas localidades e, nesse caso, a rixa é tão grande que não é raro que os envolvidos acabem na delegacia de polícia.

Uma prova para a paz

Pois a tradicional hospitalidade brasileira está para ser posta à prova mais uma vez. Vários veículos de comunicação vêm apontando o avanço do islamismo no Brasil. Em reportagem recente, o jornal francês Le Figaro publicou uma extensa matéria sobre o aumento do número de muçulmanosnas periferias dos grandes centros brasileiros. No ano passado, a revista Época relatou o mesmo fenômeno, mostrando como a religião muçulmana tem feito adeptos, sobretudo junto às comunidades mais pobres, que veem na mensagem islâmica de igualdade racial e justiça uma forma legítima de combater o racismo e a violência policial a que são submetidas com frequência.

Embora não seja possível precisar o número de muçulmanos no Brasil, estima-se que eles já sejam um milhão de fiéis. Conforme indicam os estudos, esse número só tende a crescer e a pergunta que fica é: como será a convivência entre os brasileiros de várias religiões e os brasileiros muçulmanos?

Terroristas de uma hora para outra?

Em países de maioria muçulmana, os adeptos de outras religiões, sobretudo os cristãos, enfrentam muitas dificuldades para professar sua fé com liberdade. No Brasil, qualquer pessoa tem o direito de optar pela religião que quiser, tem o direito de mudar de religião, tem o direito de frequentar o templo que bem entender, tem o direito até de não crer. E isso não é só no papel, já faz parte da cultura do brasileiro.

Mas, é interessante imaginar como seria a convivência entre os grupos, por exemplo, de cristãos pentecostais, tradicionais ou mesmo católicos com os convertidos ao islamismo... Quanto do preconceito enraizado no imaginário coletivo viria à tona e faria com que vizinhos ou colegas de faculdade passassem a ser vistos como terroristas, pelo fato de terem se tornado muçulmanos?

Os brasileiros em geral e os cristãos em particular devem estar preparados para essa nova realidade que se anuncia. Que aqueles que conhecem a salvação em Cristo jamais se desviem do seu chamado original de pregar o evangelho a toda criatura e que haja em cada um o desejo da paz. Afinal, os pacificadores serão chamados filhos de Deus (Mt 5.9).

Por: Cristina Ignácio (Missão Portas Abertas / www.portasabertas.org.br)